Depois de as famílias darem a educação básica e ensinarem o sentido de responsabilidade e respeito aos seus filhos, a escola deve, sem outros obstáculos e sem outros desvios, preparar os alunos para a vida dotando-os de capacidades e conhecimentos. Infelizmente, face às crescentes responsabilidades que lhe são atribuídas, pela dispersão de objectivos e por ter uma reacção mais lenta relativamente às repentinas mudanças sociais e familiares, a escola tem vindo a divergir do seu verdadeiro propósito.
Sem menosprezar outros factores, parece-me que a escola pública se debate com um problema que carece de um tratamento urgente: a indisciplina. E por indisciplina entenda-se a falta de respeito pela autoridade do professor e pela integridade física e psicológica de todos os agentes educativos; o boicote ao direito à educação dos demais colegas; a falta de articulação entre a educação na família e o ensino na escola; a desvalorização da escola enquanto organização educativa incontornável no processo de crescimento de todos os cidadãos.
Estas ausências de consideração e importância levarão à fragilização dos alicerces da vida em sociedade e terão implicações na qualidade da nossa democracia.
A indisciplina é o amianto social que cobre as nossas escolas. Faça-se um levantamento urgente e actue-se em conformidade.

Homem detido em Beja com mais de 2.000 doses de droga
Um homem, de 22 anos, foi detido no sábado, 22, pela PSP em Beja, por suspeitas da prática dos crimes de tráfico de estupefaciente e







