A união fez a força!

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

Jorge Pulido Valente

Os vários actores regionais, desde as autarquias às associações sectoriais, passando pelos partidos políticos e pelas mais diversas instituições públicas e privadas, souberam e foram capazes de, ao longo de vários meses, concertar e conjugar esforços e posições no sentido de estabelecer, pela primeira vez, uma plataforma única de defesa dos projectos estruturantes para o desenvolvimento do Alentejo, falando publicamente a uma só voz, com a força que se impunha para obrigar o Governo a reconhecer publicamente a importância e urgência, para o crescimento da economia nacional, nomeadamente, da conclusão das obras do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva e da definição da estratégia para o aeroporto internacional de Beja.
O culminar de todo o processo naquela que foi das “ovibejas” mais participadas, conferiu a esta 29ª edição uma dimensão e um sucesso ainda maior que as dos anos anteriores, dado que foi neste palco privilegiado, que o primeiro-ministro Passos Coelho e a ministra da Agricultura Assunção Cristas, finalmente, comunicaram ao país que o Governo garante que Alqueva ficará concluído em 2015 e que assume que o nosso aeroporto, independentemente de vir ou não a ser seleccionado como complementar do da Portela, é uma infra-estrutura indispensável na estratégia aeronáutica nacional.
Este acontecimento veio demonstrar que se fizermos bem o “trabalho de casa”, sendo capazes de ultrapassar divergências secundárias e anular as divergências e os anseios de protagonismos individuais ou colectivos “bacocos”, somos suficientemente eficazes e fortes para fazermos valer e reconhecer os interesses e aspirações da região.
Apesar da crise financeira geral que também nos afecta irremediavelmente, criando dificuldades acrescidas às empresas e instituições, existem, no entanto, no nosso território, sinais positivos em termos de crescimento económico e criação de emprego, no sectores agrícola, agro-industrial, turístico e industrial.
Na verdade, novos investimentos estão em vias de concretização, no curto prazo, quer no que respeita aos olivais, vinhas, pomares e hortícolas quer igualmente em unidades de transformação a eles associados ou ainda a novos empreendimentos turísticos.
Também a economia social mostra, na nossa região, uma vitalidade e dinâmica assinaláveis, o que, tendo em conta as nossas características demográficas, se revela fundamental para dar resposta às necessidades existentes e transformar os problemas em oportunidades.
Para que estas perspectivas animadoras se confirmem e se consolidem é indispensável não só que as alavancas financeiras dos financiamentos do Proder e do QREN funcionem de forma expedita e rápida, como também a “banca” cumpra devidamente o seu papel relativamente às empresas-cliente que atravessam dificuldades de tesouraria ou necessitam de capitais para poderem investir.
Se relativamente aos projectos estruturantes para a região a união de todos os actores fez a força, é preciso, agora, aprofundar e reforçar esta parceria estratégica, alinhar objectivos e prioridades, para que continuemos a falar a uma só voz quando se tratar dos interesses comuns do nosso Baixo Alentejo e Alentejo Litoral.

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