Câmara de Mora não assume transportes se EB de Brotas fechar

Câmara de Mora não assume

A Câmara de Mora afirma não ter “meios” nem “condições” financeiras para assumir o transporte dos alunos da escola de Brotas para a sede de concelho, caso avance o fecho do estabelecimento de ensino decidido pelo Governo.
“A Câmara Municipal, face aos compromissos actualmente assumidos em matéria de transportes escolares, não poderá assegurar o transporte dos alunos” de Brotas para Mora, divulga o Município.
Em comunicado enviado à Agência Lusa, a autarquia alentejana reagiu à decisão do Governo de encerrar, no próximo ano lectivo, escolas do primeiro ciclo do ensino básico com menos de 21 alunos, o que implica, no concelho de Mora, o fecho da Escola Básica (EB) de Brotas.
Manifestando-se contra este encerramento, a Câmara de Mora diz não dispor “de meios, nem de motoristas”, para transportar as crianças para a sede concelhia e lembra que está impedida “de realizar contratos para admissão de pessoal, pela legislação decorrente dos orçamentos do Estado desde 2011”.
Para enfatizar o facto de não ter condições para assumir o transporte dos alunos, a Câmara invoca ainda o “valor muitíssimo elevado de cortes” que o Governo “tem infligido” nas verbas da autarquia.
Em causa, precisa, estão “cerca de 1,2 milhões de euros”, aos quais se juntam “outras medidas de racionalização de despesa, como é o caso de impedimento para o pagamento de horas extraordinárias a funcionários da autarquia”.
“Pelo exposto, a Câmara Municipal de Mora não tem condições para assegurar o transporte de alunos que decorre do proposto encerramento da escola de Brotas”, lê-se no comunicado.
O Município argumenta que a decisão de fechar esta escola “foi proposta única e exclusivamente” pela Direcção de Serviços do Alentejo da Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares (DGEstE), que recorreu a “princípios falaciosos” para justificar o encerramento.
“O edifício escolar de Brotas e as condições das salas de aula existentes não são de menor qualidade, no que diz respeito a conforto e equipamento logístico, em relação às instalações da escola” para onde deverão ser transferidos os alunos, refuta.
O insucesso escolar “não é maior em Brotas”, o refeitório da escola tem “excelentes condições” e existe uma “enorme” interacção entre as comunidades escolar e local, afiança ainda a Câmara, entre outros factores enumerados.

Partilhar

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Correio Alentejo

Artigos Relacionados

Role para cima