Câmara de Évora contra encerramento de escolas

Câmara de Évora contra

A Câmara de Évora é contra o possível encerramento de nove escolas do primeiro ciclo do Ensino Básico no concelho, apelando ao Governo para que “reconsidere e anule a decisão”, que vai ter “impacto social” negativo.
A posição do Município consta de uma moção aprovada por unanimidade na última reunião camarária, realizada na quarta-feira, 4.
Na moção, a Câmara manifesta preocupação quanto ao “impacto social” que este novo fecho de escolas, a concretizar-se, vai ter “nos alunos, nas famílias e nas freguesias rurais”.
O executivo camarário decidiu, por isso, dar parecer desfavorável à medida do Governo, manifestando ainda a sua oposição ao encerramento de escolas no concelho, “tendo como critério principal o número de alunos”.
No documento, o Município apela ao Governo para que “reconsidere e anule a decisão de encerramento destes estabelecimentos de ensino”.
A Câmara expressa, também, a sua solidariedade para com os alunos, pais, encarregados de educação e população do concelho que poderão vir a ser afectados, assim como para com “todos os concelhos, em particular os do distrito de Évora” abrangidos pela medida.
O fecho de escolas do primeiro ciclo do ensino básico, sublinhou a autarquia, é negativo e contribui “para o acelerar do processo de despovoamento e abandono da região” do Alentejo.
A moção aprovada na reunião camarária, justifica o executivo, deve-se ao facto de “o Ministério da Educação ter manifestado a intenção de encerrar várias escolas do primeiro ciclo do Ensino Básico, com menos de 21 alunos, em freguesias rurais” de Évora.
No total, nove escolas do concelho podem vir a ser alvo da medida governamental, precisou a Câmara: Azaruja, Vendinha, Boa-fé, Nossa Senhora de Machede, São Manços, São Sebastião da Giesteira, Torre de Coelheiros, Graça do Divor e São Miguel de Machede.
Insurgindo-se contra os eventuais fechos, a Câmara de Évora critica a Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares do Alentejo (DGEst) pela “falta” de negociação neste processo, acusando-a de ter tomado uma “decisão unilateral” no que respeita à “maioria dos casos de encerramento anunciados”.
Além de contribuir “para a desertificação destas aldeias e a pouca atractividade para que os jovens nela permaneçam ou se fixem”, o fecho de escolas implica “graves consequências na sustentabilidade do sistema de transporte escolar, um problema para as crianças que vivam longe da sua escola e que se agravará”, argumenta o Município.

Partilhar

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Correio Alentejo

Artigos Relacionados

Role para cima