AF Beja garante que tudo fez para manter campeonato da 2ª divisão distrital

AF Beja garante que tudo fez para manter campeonato da 2ª divisão distrital

A direcção da Associação de Futebol de Beja (AFB) assume ter feito tudo o que estava ao seu alcance para organizar o campeonato distrital da 2ª divisão em 2012-2013, o que só não aconteceu devido aos regulamentos em vigor… e ao número insuficiente de clubes inscritos para o efeito.
A garantia surge num comunicado oficial divulgado esta terça-feira, 11, onde o executivo liderado por José Luís Ramalho passa em revista todos os passos dados desde 10 de Agosto de 2012, dia em que encerraram as inscrições para os campeonatos distritais.
Na altura estavam confirmadas 13 equipas na 1ª divisão e mais seis no escalão secundário, o que levou a direcção da AFB a convocar para o dia 20 de Agosto uma reunião com os clubes, onde propôs dois modelos alternativos de competição: um com 1ª e 2ª divisão e outro com todas as equipas no campeonato da 1ª divisão, mas divididas por duas ou três séries.
A maioria dos clubes votou na primeira opção, o que desde logo invalidou a realização do campeonato distrital da 2ª divisão, não só porque não estavam inscritas o mínimo de oito equipas que o regulamento exige, como também porque os clubes que estavam certos não aceitaram participar num novo modelo competitivo, como seria o caso de um torneio de abertura e outro de encerramento.
Num último <i>forcing</i>, e por existirem cinco equipas inscritas na 2ª divisão distrital (duas do concelho de Aljustrel, mais duas de Odemira e uma de Ourique), a direcção da AFB ainda convidou 10 emblemas desses municípios e arredores, no sentido destes entrarem na prova.
Numa reunião realizada a 2 de Setembro em Ourique foram mesmo prometidos aos clubes convidados alguns incentivos e apoios financeiros em caso de resposta positiva, mas só o GD Amoreiras-Gare acabou por anuir, o que inviabilizou de todo a realização do escalão secundário esta temporada.
“A direcção da AFB lamenta, mais uma vez, que se tivesse chegado a esta situação, que embora resultando da aplicação dos regulamentos e das decisões dos clubes, que são quem determina os destinos da associação, a ela não será alheia a difícil situação económica e financeira que o país atravessa, mas que a AFB não tem condições para poder resolver pois […] é a que, a nível nacional, cobra valores substancialmente mais baixos aos clubes”, frisa o comunicado assinado por José Luís Ramalho.
No mesmo documento, o presidente da AFB revela igualmente a “total determinação” da sua equipa para, junto dos órgãos competentes, “tentar alterar os regulamentos que impediram a direcção de poder resolver esta situação”, que espera ser “reversível”.

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Correio Alentejo

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