Resialentejo vai investir quase 5ME em nova Central de Tratamento de Biorresíduos

A empresa intermunicipal Resialentejo vai avançar com a construção de uma nova Central de Tratamento de Biorresíduos, num investimento avaliado em 4.980.000 euros (mais IVA) para reforçar a sua capacidade de tratamento e valorização dos biorresíduos,.

Segundo a empresa, que gere o sistema de tratamento e valorização de resíduos urbanos de oito concelhos do distrito de Beja, a empreitada, já em concurso público, prevê “a criação de três novas instalações dedicadas ao processamento e valorização dos biorresíduos provenientes da recolha seletiva”.

Nesse âmbito, serão construídas uma Unidade de Compostagem, “destinada ao processo de compostagem e maturação dos biorresíduos”, uma Unidade de Crivagem, “afeta à separação mecânica dos materiais após compostagem”, e uma Unidade de Afinação de Composto, “que permitirá a obtenção de um produto final com melhores características para valorização”.

 A intervenção inclui ainda a execução dos respetivos pavimentos e infraestruturas de apoio, três plataformas exteriores, bem como a construção de um novo acesso viário, arruamentos internos e ligações entre as diferentes unidades da central.

“Esta nova infraestrutura permitirá criar uma capacidade especificamente dedicada aos biorresíduos recolhidos seletivamente, separando o seu tratamento do fluxo de resíduos indiferenciados atualmente processado na Central de Tratamento Mecânico e Biológico, aumentando a eficiência das operações e a qualidade do composto produzido”, explica a empresa intermunicipal.

A Resialentejo acrescenta que a futura central é “um investimento estratégico”, reforçando a sua “capacidade de tratamento e valorização dos biorresíduos, promovendo a recuperação de recursos, a produção de composto de maior qualidade e a redução progressiva da deposição de resíduos em aterro”.

A construção da nova Central de Tratamento de Biorresíduos integra a operação “Reforço da Capacidade de Processamento e Valorização de Biorresíduos da Resialentejo”, com um investimento global previsto de cerca de 10,6 milhões de euros, cuja candidatura será apresentada ao programa operacional Sustentável 2030.

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Correio Alentejo

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