Os exames nacionais são um dos momentos mais importantes do percurso escolar de milhares de jovens portugueses, tendo em vista o acesso ao ensino superior e a concretização de projetos de vida construídos ao longo de anos de esforço, dedicação e investimento das famílias.
Todo este processo de avaliação deve assentar em princípios de rigor, transparência e absoluta confiança, mas, infelizmente, aquilo a que assistimos na presente época de exames ficou muito longe desse padrão.
Os problemas registados na correção das provas, associados à implementação de um novo sistema que revelou fragilidades, criaram um clima de incerteza completamente desnecessário. Mais do que uma questão técnica, está em causa a credibilidade de um processo que deve ser imune a improvisações.
A modernização da administração pública e dos processos educativos é desejável e inevitável, mas qualquer mudança desta dimensão exige planeamento, testes exaustivos e garantias de funcionamento antes de ser aplicada numa fase tão sensível do calendário escolar. Não basta acreditar que a tecnologia resolverá os problemas – é indispensável assegurar que ela funciona de forma fiável quando mais é necessária.
Ora o Governo falhou precisamente nesse exercício de ponderação e “chumbou” claramente nesta época de exames, ao avançar com um sistema que ainda não oferecia os níveis de confiabilidade exigidos para um procedimento que influencia diretamente o futuro académico de milhares de estudantes.
Tudo isto exige que sejam retiradas as devidas lições e ilações. Educativas e políticas!
Memórias, paisagens e emoções no estreia de António Lúcio nos livros
Tudo começou… nas páginas do “CA”! Foi a partir de uma crónica de opinião que escreveu para o nosso jornal, há cerca de seis anos,






