Educar a comunidade e dar a conhecer as espécies de aves que completam a biodiversidade local são dois dos objetivos do projeto “Aldeia Amiga das Andorinhas”, dinamizado por Sónia Santana do Sacramento e que conta com o apoio da empresa ALMINA – Minas do Alentejo, concessionária da mina de Aljustrel.
Segundo adianta a empresa mineira, projeto de Sónia Santana do Sacramento pretende, “ao divulgar as imagens que recolhe, educar a comunidade, dar a conhecer as espécies de aves que completam a biodiversidade local e sensibilizar a população para a necessidade urgente em proteger e resgatar um dos eixos mais relevantes da fauna selvagem em Portugal”.
O projeto, que também é divulgado nas redes sociais, tem vindo a ser desenvolvido “há mais de duas décadas” e os registos fotográficos recolhidos já são partilhados com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a Central Nacional de Anilhagem e a Sociedade Portuguesa para o Estudos das Aves.
Também plataformas internacionais, “como a eBird, e outras iniciativas portuguesas acolhem igualmente os contributos vitais que advêm da atividade”, indica a ALMINA.
Os registos fotográficos do projeto “Aldeia Amiga das Andorinhas” permitem “a construção de uma biblioteca da biodiversidade possível e seu habitat”, com imagens de andorinhas, andorinhões, abetardas e tartaranhões-caçadores, “estes dois últimos em extinção na Península Ibérica”.
“Ao observarmos e registarmos as aves que passam nos lugares onde vivemos, ou ao participarmos em eventos de contagem, estamos a fornecer dados essenciais para pesquisadores e programas de conservação em todo o mundo”, explica Sónia Santana do Sacramento.
A autora acrescenta que “reportar uma ave anilhada transforma uma simples observação em um contributo real para a investigação científica e conservação das espécies a nível mundial: acompanhar padrões de migração, identificar áreas importantes de descanso ou reprodução e avaliar o impacto de alterações ambientais”.
Para além da vertente ambiental, o projeto cruza também a biodiversidade com a identidade local de Ervidel, “através da partilha de conteúdos nas redes sociais sobre usos, costumes e memória da aldeia, sempre em ligação com as espécies que a habitam”, explica Sónia Santana do Sacramento.
O projeto “Aldeia Amiga das Andorinhas” tem o apoio da ALMINA, que financiou a aquisição de uma câmara fotográfica digital de nível profissional e de duas lentes, uma de 300mm e outra de 400mm. “Só com lentes de longo alcance é possível chegar lá”, justifica.












