A crise (política) está de regresso a Portugal! Como era esperado, a Assembleia da República chumbou, na terça-feira, 11 de março, a moção de confiança apresentada pelo Governo, provocando a sua demissão e “empurrando” o país para novas eleições Legislativas, previsivelmente a 11 ou 18 de maio.
Tudo porque PS, Chega, Bloco de Esquerda, PCP, Livre e a deputada única do PAN, Inês Sousa Real, votaram contra a moção de confiança apresentada pelo Governo, que apenas mereceu o voto favorável de PSD, CDS-PP e Iniciativa Liberal. Ora de acordo com a Constituição, a “não aprovação de uma moção de confiança” implica a “demissão do Governo” e, por isso, o executivo liderado por Luís Montenegro fica agora em gestão e limitado aos atos estritamente necessários ou inadiáveis à continuação da sua atividade.
Os motivos que levaram a este desfecho são mais que conhecidos, sendo claro que o “ónus” maior recai sobre o ainda primeiro-ministro Luís Montenegro, que foi sempre “empurrando com a barriga” esclarecimentos sobre a agora famosa Spinumviva e que, à última da hora, quis fazer um acordo “à porta fechada” com o PS para acabar com a crise política entretanto espoletada.
Posto tudo isto, há razões para crer que Montenegro não infringiu qualquer lei? É possível. Agiu a oposição com coerência? Parece-nos bem que sim. Seria tudo isto evitável? Claramente. Bastaria o primeiro-ministro ter aceitado prestar todos os esclarecimentos que deve dar, sem qualquer tipo de imposições e cumprindo o que determinam as leis da República. Assim não o quis, levando à queda do seu Governo e arrastando o seu partido e o país para umas eleições desnecessárias neste momento.
Mas é assim que funciona a democracia e deve ser a democracia a resolver este problema! E a palavra final está agora nas mãos do povo. Cabe a todos nós decidir o que queremos para o futuro e quem queremos à frente do Governo. Resta que a campanha que se avizinha seja séria, esclarecedora e que não dê espaço às mensagens populistas e enviesadas daqueles que ganham novo ânimo nestes momentos, mesmo quando há poucas semanas se viam “atarantados” com roubos de malas e acusações de pedofilia.

Concelho de Ourique “na rota” do Mundial de gravel
Cerca de 1.000 atletas de 34 países são esperados na segunda edição do UCI Alentejo Gravel, prova que se realiza no concelho de Ourique neste







