Nesta época estival, em que predomina o tempo de férias (não que toda a gente vá de férias, o que é diferente!) existe de facto uma acalmia política, sobretudo durante o mês de Agosto. Isto porque o parlamento também está de férias, pese embora o PSD tenha tentado fazer um número de política ao querer forçar o parlamento a reunir de emergência para discutir a política orçamental a que ele próprio deu o seu consentimento, ao não rejeitar o PEC, proposto pelo governo. Recorde-se que o PEC é o Plano de Estabilidade e Crescimento, que tantos amargos de boca está a causar aos portugueses, àqueles que trabalham, e sobretudo às que já não têm trabalho e têm que viver com subsídios de desemprego ou com magras reformas, e são altamente paralisados por estas políticas, quer do Partido Socialista, quer do primeiro-ministro Sócrates, com o beneplácito do PSD.
Esse mesmo PSD que se lembrou, agora que a execução orçamental não é aquela que ele (PSD) queria.
Faz lembrar aquele velho ditado popular que diz que “depois de casa arrombada trancas á porta”.
Neste caso, “depois do povo roubado, o PSD quer mais cuidado, com o Orçamento do Estado!” Só se for para dar mais protecção àqueles que não precisam, como fica bem exemplificado na proposta de revisão da Constituição que o PSD preconiza.
Mas adiante!
Queria falar-vos duma interrogação que se me colocou ao ler no jornal “Público” do princípio do mês de Julho onde se afirmava que a redução do investimento da Refer era de 900 milhões de euros, para cerca de 300 milhões, em 2010, e isto irá afectar todas as obras em curso, na requalificação da via-férrea, sobretudo no sul do país, exemplificando, com a linha que liga Lisboa a Évora e a Beja, e que em 2011 se reflectiria também nestas vias.
Aguardei e aguardo uma resposta do ministério competente a uma pergunta que lhe fiz enquanto presidente da Assembleia Intermunicipal da Cimbal, em nome desta, acerca do investimento nessa linha, incluindo Beja/Funcheira.
Todos nós estamos ansiosos por uma resposta em concreto e que tais cortes não venham a afectar, mais uma vez, o Alentejo e as suas populações.
É que, mesmo em tempo de férias, temos que continuar atentos ao que se passa à nossa volta. E com este Governo de Sócrates, e o PSD a ajudá-lo, não podemos estar descansados, nem em tempo de férias.

Concelho de Ourique “na rota” do Mundial de gravel
Cerca de 1.000 atletas de 34 países são esperados na segunda edição do UCI Alentejo Gravel, prova que se realiza no concelho de Ourique neste







