No momento em que escrevo, a minha filha mais nova voa a caminho de Los Angeles, em demanda de um futuro que o país que a viu nascer se lhe negou oferecer.
Socorro-me deste exemplo pessoal para refletir sobre a sangria de gente jovem que, depois de concluída a sua formação, se vê num beco sem saída, tendo como única escapatória atravessar a fronteira e buscar o sustento noutras latitudes.
Calcula-se que o façam à velocidade de dez mil por mês.
Entristece-me constatar que um país que investiu na superior educação de muitos destes novos emigrantes, os empurre para países em melhores condições económicas. Ao fazê-lo, o estado português presta um favor a essas nações de destino, necessitadas dessa mão de obra altamente especializada, que dela usufrui, sem nela investir um único euro. Por outro lado, esse mesmo Estado, presta ao país um péssimo serviço, depauperando-o dos seus melhores recursos humanos onde, curiosamente, investiu largos milhares de euros.
E assim, continuaremos a cavar o fosso das assimetrias. Ricos a Norte, pobres a Sul. A desumanizar todo um povo em prol das vontades de “troikas” e mercados que, de humanos apenas possuem o aspecto.
É desesperante ver as nossas vilas e aldeias perderem, a cada dia que passa, os poucos jovens que aí tencionavam criar filhos e raízes.
O que me anima é saber que os regimes que assim agem, apodrecem a uma velocidade que nem se dão conta!

Obras de requalificação na estrada entre Pias e Brinches
A empresa Infraestruturas de Portugal (IP) tem a decorrer obras de reabilitação do troço da Estrada Nacional (EN) 392, que liga as localidades de Pias







