200 viaturas participaram na marcha lenta em defesa da requalificação do IP8 e do IP2

200 viaturas participaram na marcha lenta em defesa da requalificação do IP8 e do IP2

Cerca de 200 veículos participaram este sábado, 27, numa marcha lenta por estradas do Baixo Alentejo e ruas da cidade de Beja para exigir, com buzinadelas e bandeiras negras, a requalificação do IP2 e do IP8.
A marcha lenta foi composta por cinco colunas de veículos, que partiram, após o almoço, de Serpa, Vidigueira, Aljustrel, Castro Verde e Ferreira do Alentejo em direcção a Beja, onde chegaram cerca das 16h00, e se concentraram no estacionamento do Parque de Feiras e Exposições da cidade.
Depois de algum tempo concentrados no local, os veículos voltaram à estrada, por volta das 16h45, prosseguindo a marcha lenta pelas principais artérias da cidade de Beja, com passagem pelo edifício onde funciona a delegação regional da Estradas de Portugal (EP).
Na marcha lenta participaram viaturas particulares e de instituições da região, como municípios, juntas de freguesia e corporações de bombeiros.
A iniciativa em defesa da melhoria das acessibilidades da região foi promovida por 22 entidades do Baixo Alentejo e do Alentejo Litoral, como a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (Cimbal), a Turismo do Alentejo e o NERBE, que compõem a comissão organizadora.
Em declarações aos jornalistas, o presidente da Cimbal, José Maria Pós-de-Mina, considerou que a marcha lenta registou "uma boa participação" e expressou o "grande desejo" dos participantes de "uma boa qualificação das acessibilidades" da região, sobretudo dos itinerários principais (IP) 2 e 8.
José Maria Pós-de-Mina, também presidente da Câmara de Moura, assegurou que o movimento vai "continuar a lutar para que as vias sejam devidamente qualificadas".
O autarca adiantou que a comissão organizadora da marcha lenta vai reunir-se na segunda-feira, 29, com o presidente da Estradas de Portugal para defender a qualificação dos dois itinerários, em particular do IP8, aproveitando a plataforma da A26, porque "há investimentos que já foram feitos e não faz sentido ficarem ao abandono".
"Será muito nefasto e prejudicial para a região se o investimento que foi feito for desperdiçado", sublinhou.
Para o presidente do NERBE, Filipe Pombeiro, as entidades que organizaram a marcha lenta pretenderam "dizer a uma só voz" que a região "precisa de acessibilidades como deve ser", incluindo para o sector económico.
Os promotores da marcha lenta voltaram a condenar também a decisão do Governo de suspender a construção dos lanços entre Santa Margarida do Sado e Beja da A26, incluída na subconcessão rodoviário do Baixo Alentejo e que deveria ligar Sines e Beja.
As autoridades acompanharam a marcha lenta, sem se terem registado quaisquer problemas.

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Correio Alentejo

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