Viola campaniça tem nova “casa” em São Martinho das Amoreiras

A viola campaniça e o cante de improviso têm uma nova “casa” no concelho de Odemira! O novo espaço do Centro de Valorização da Viola Campaniça e do Cante de Improviso (CVVCCI) foi inaugurado, a 15 de junho, em São Martinho das Amoreiras, após um investimento de cerca de 1,1 milhões de euros concretizado pela Câmara Municipal, com apoio de fundos comunitários.

“Esta é uma casa de futuro da viola campaniça e do cante de improviso no nosso concelho”, disse ao “CA” o presidente do município, Hélder Guerreiro, após a inauguração do espaço, acrescentando: “É um espaço que complementa aquilo que acontece um pouco por todo o concelho, que é o ensino da viola campaniça e também um trabalho ao nível do cante de improviso”.

As novas instalações do CVVCCI dispõem de uma área de exposição, onde estão patentes vários exemplares de viola campaniça e objetos ligados ao cante de improviso, assim como fotografias e um breve historial de diversos tocadores e cantadores. No piso inferior encontra-se uma “tasca”, que será utilizada para ensaios, mas também para atividades e apresentações ao público.

Para Hélder Guerreiro, as duas valências do novo espaço do Centro são “muito importantes”, a começar por “uma componente histórica que permite, de alguma forma, ver e fruir aquela que é a história da viola campaniça, quem foram os construtores, os tocadores e os cantadores”.

“E, depois, no piso de baixo, temos a tasca, o espaço que, de alguma forma, é o ‘ecossistema’ da viola campaniça e do cante de improviso”, acrescenta.

Na opinião de Hélder Guerreiro, o novo espaço do CVVCCI permite dar continuidade à “nova vida” que “jovens e muito jovens tocadores estão a dar à viola campaniça”. “O próprio instrumento vive e irá renovando-se a si próprio à medida que se for adaptando a novas sonoridades”, afiança.

Também o presidente da Junta de Freguesia de São Martinho das Amoreiras, Nuno Duarte, reiterou a ideia de que o novo espaço do CVVCCI “vai servir de casa a todos aqueles que tocam a viola campaniça e a todos aqueles que a gostam de ouvir”.

“Esperamos que seja um espaço utilizado por todos e que sirva também para dar um ‘empurrão’ na parte da valorização do cante de improviso, que é onde estamos com mais dificuldade”, afirmou.

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Correio Alentejo

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