Seca também prejudica pecuária

Seca também

A grave seca que nos últimos meses afectou a região do Campo Branco também causou impactos significativos na pecuária, nomeadamente ao nível da alimentação e do abeberamento.
“Os anos de seca reflectem-se muito em patologias que aparecem nos nossos animais”, admite a médica veterinária Ana Rita Simões, coordenadora do Agrupamento de Defesa Sanitária da Associação de Agricultores do Campo Branco, com sede em Castro Verde.
No que diz respeito à alimentação, explica esta responsável, os maiores problemas são causados pelo facto de a seca impedir que haja disponibilidade de alimentação de boa qualidade nas pastagens.
“Isso acaba por ter um impacto nos bovinos e nos pequenos ruminantes, seja em termos de condição corporal, que vai decaindo à medida que o tempo vai passando e há uma menor disponibilidade alimentar, seja até em termos da questão da reprodução. Como consequência,  temos problemas de fertilidade dos animais e patologias associadas a carências diversas”, diz.
Além do mais, acrescenta Ana Rita Simões, existe outro conjunto de patologias inerentes aos períodos de seca. “Nos pequenos ruminantes, por exemplo, temos tido muitos casos de, por haver menor disponibilidade de alimentação, os animais procurarem determinados tipo de ervas que normalmente não comem e que muitas vezes são tóxicas”, observa.
Já na questão do abeberamento, a seca afectou sobretudo a qualidade da água existente no Campo Branco para o gado. “Temos tido aqui casos de intoxicações por cianobactérias, sobretudo nas águas paradas onde existem umas algas que vão deteriorar ainda mais a qualidade da água. E os animais ao ingeri-las sofrem intoxicações… Temos também, por mau abeberamento, situações de aumento de clostridioses nos ovinos, que é uma doença que ataca muito os nossos rebanhos”, acrescenta Ana Rita Simões.

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Correio Alentejo

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