Seca “esvazia” albufeira do Monte da Rocha

Seca “esvazia” albufeira

O prolongado período de seca que está a afectar a região tem vindo a “esvaziar” a albufeira da barragem do Monte da Rocha, o que pode levar a curto prazo à suspensão das captações para regadio, no sentido de garantir o abastecimento público às populações dos concelhos de Castro Verde e de Ourique e de parte de Almodôvar.
De acordo com os dados oficiais da Associação de Regantes e Beneficiários de Campilhas e Alto Sado (ARBCAS), que gere a albufeira, nesta quarta-feira, 14 de Setembro, a barragem do Monte da Rocha contava com 16.902.000 metros cúbicos de água armazenada, ou seja, apenas 16,5% da sua capacidade máxima, que é de 102.500.000 metros cúbicos.
E se a este volume retirarmos os 5.000.000 metros cúbicos que correspondem à capacidade morta (logo inutilizável), restam apenas 11.902.000 metros cúbicos de água disponíveis para consumo humano e para a agricultura.
Apesar destes dados, a empresa Águas Públicas do Alentejo (AgdA), que é a responsável pelo abastecimento de água às redes públicas de Castro Verde, Ourique e Almodôvar, garante que não existirem razões para alarmismos e assegura que não irá faltar água na torneira às populações.
Segundo a administração da empresa, “está previsto que a ARBCAS suspenda a captação de água para regadio se o volume da albufeira atingir 10 hm3 [10.000.000 de metros cúbicos], garantindo condições para que a AgdA efectue a captação de água para abastecimento público nesta albufeira, onde apenas capta cerca de 0.5 hm3/ano [500.000 metros cúbicos]”.
Mas e se o actual período de seca continuar por mais alguns meses? Mesmo perante este cenário, a AgdA continua a afirmar que “há condições para a manutenção do abastecimento público de água às populações servidas” a partir do Monte da Rocha.
Ainda assim, a empresa reconhece que tem vindo a colaborar com os municípios, no sentido de sensibilizar as populações “para o consumo e uso racional da água”. Um trabalho que continuará a ser desenvolvido, “independentemente de se estar ou não em seca hidrológica, dada a escassez de água no território”, conclui a administração da empresa.

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Correio Alentejo

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