PS defende “cortes” na Câmara de Castro Verde

PS defende “cortes” na

O presidente da Concelhia de Castro Verde do PS considera que o actual quadro financeiro da Câmara Municipal local exige a tomada de “medidas difíceis”, no sentido de se conseguir diminuir a despesa fixa anual da autarquia.
Em declarações ao “CA”, Filipe Mestre defende uma redução de “25 a 30%” na despesa em áreas como as transferências para investimento das juntas de freguesia e nos apoios ao movimento associativo, a par da organização de eventos.
“Tem de haver uma gestão mais apurada das despesas nessa área”, afirma Filipe Mestre, para logo acrescentar: “Obviamente que não somos adeptos desses cortes, que não são agradáveis, mas temos de enfrentar isto de frente… Senão qualquer dia estamos numa situação bastante mais preocupante”.
O actual quadro financeiro que a Câmara Municipal de Castro Verde está a causar bastante preocupação à concelhia local do PS, que tece duras críticas à gestão realizada pela CDU no anterior mandato autárquico.
Os eleitos do PS em Castro Verde reuniram na passada semana para analisar a situação política no concelho e em comunicado “registam com a maior preocupação” o quadro financeiro que a Câmara Municipal enfrenta, “fruto da administração pouco responsável da CDU durante o último mandato”.
“Apesar de alertada várias vezes pelos eleitos do PS sobre os riscos de insistir numa gestão gastadora e de teimar em manter os ‘hábitos de casa rica’ na autarquia, a CDU e o seu líder, Francisco Duarte, optaram por prosseguir esse caminho totalmente errado”, sublinha o PS, argumentando que “sem receitas extraordinárias da Derrama e com critérios de gestão muito discutíveis, a Câmara Municipal terminou 2017 com avultadas dívidas de curto e médio prazo” e “com notórias dificuldades de tesouraria”.
No comunicado, o PS lamenta a “herança envenenada” que recebeu da CDU, nomeadamente o facto de faltar assegurar “mais de 900.000 euros para financiar a obra de requalificação da estrada Castro Verde/ Santa Bárbara/ Mina de Neves-Corvo e as expropriações dos terrenos das áreas circundantes não estão feitas”.
Os “problemas gravíssimos” da rede de água de Castro Verde e o desgaste da frota de viaturas, de máquinas de trabalhos e de equipamentos da autarquia são outras das situações apontadas pelo PS, a par da inexistência, ao contrário do que sucede em concelhos vizinhos, de projectos para a requalificação urbanas da vila. “E, na única obra com projecto, o Centro de Viola Campaniça, o processo de ‘visto’ do Tribunal de Contas está emperrado há vários meses apesar de a obra estar adjudicada”, acrescenta.
Tudo isto leva o PS a destacar “o trabalho muito exigente que, nestes primeiros meses de mandato, tem requerido o maior empenho do executivo municipal que, apesar de tudo, está a executar em larga medida o seu programa político”.
“Com humildade, competência e o apoio dos castrenses, estamos certos que será possível corrigir os erros do passado e assegurar uma gestão capaz e com os resultados que todos desejamos”, conclui o comunicado do PS.

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Correio Alentejo

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