PCP vai recorrer da deliberação do Tribunal favorável à Câmara de Grândola

PCP vai recorrer da deliberação do Tribunal favorável à Câmara de Grândola

O PCP vai recorrer da deliberação do Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja favorável à Câmara de Grândola, que quer denunciar o contrato de arrendamento da sede local do partido, instalada num edifício da autarquia desde 1974.
“Vamos recorrer da decisão do tribunal, tendo em conta que foi o mesmo que em dois momentos deu razão ao PCP e agora veio decidir favoravelmente à Câmara”, disse à agência Lusa Manuel Valente, da Direcção da Organização Regional do Litoral Alentejano (DORLA) do PCP.
O processo decorre há cerca de três anos, depois de ter sido aprovada a decisão de denunciar o contrato de arrendamento, em reunião de Câmara, por maioria, com os votos contra da CDU, a 31 de janeiro de 2008.
Segundo a autarquia, num comunicado enviado ao “CA” na semana passada, o tribunal terá julgado “totalmente improcedente” a acção interposta pelo PCP, dado “dos autos não resultar a existência de qualquer ilegalidade” por parte da Câmara Municipal.
O mesmo responsável da DORLA afirmou, contudo, que o PCP “continua disponível, como sempre esteve, para negociar” uma “solução que satisfaça ambas as partes”.
“Mantemos toda a disponibilidade para desenvolver conversações com a Câmara, no sentido de encontrarmos uma solução que satisfaça ambas as partes e que respeite naturalmente o património e os interesses dos grandolenses”, sublinhou o dirigente local dos comunistas.
A autarquia, presidida pelo independente Carlos Beato, eleito pelas listas do PS, pretende a denúncia do contrato de arrendamento, argumentando que o edifício, que já acolheu os Paços do Concelho, o tribunal e a cadeia, constitui “um património histórico da comunidade grandolense”.
O Centro de Trabalho do PCP local está instalado em parte do edifício em causa desde 1974, tendo em 1983 passado a ocupar todo o espaço.
O prédio é uma construção do século XVIII, com cerca de 500 metros quadrados e 14 salas, arrendado por 7,48 euros mensais.

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Correio Alentejo

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