Henrique ou Telma? A decisão é a 6 de Outubro!

Henrique ou Telma?

Durante vários anos eram PS e PCP quem “lutava” por eleger dois dos três deputados que o distrito de Beja tem na Assembleia da República. Até que em 2011 e em 2015 surgiu o PSD (há quatro anos em parceria com o CDS) a intrometer-se nesta contenda à esquerda, elegendo primeiro Carlos Moedas e depois Nilza de Sena. Há quatros anos a deputada do PSD garantiu a eleição por pouco mais de 500 votos, em prejuízo do PS, mas em 2019 os socialistas voltam a acalentar a forte esperança de garantir de novo dois deputados eleitos por Beja, em detrimento do PSD.
Por tudo isto, com a eleição de Pedro do Carmo (PS) e João Dias (CDU) praticamente garantida, o grande atractivo das Legislativas do próximo dia 6 de Outubro no distrito de Beja é mesmo saber quem vai ganhar a “corrida” pelo terceiro deputado: se PS ou PSD (uma vez que no seio da CDU não existe essa expectativa)? A escolha será entre a socialista Telma Guerreiro, vereadora na Câmara de Odemira e com larga experiência em áreas como a intervenção social e a dinamização territorial, e o social-democrata Henrique Silvestre Ferreira, engenheiro agrónomo e uma escolha pessoal de Rui Rio (que não acatou o nome proposto pela Distrital para cabeça-de-lista, Maria Inês Guerreiro).
Entre os socialistas existe muita confiança e os seus responsáveis vincam o facto de o PS apresentar “uma grande equipa”, de gente “competente e com provas dadas” e muita vontade de “aprofundar o caminho iniciado” na última legislatura. Além do mais, a boa performance da governação socialista e o facto do PS vencer as Legislativas no distrito de Beja desde 1995 deixam antever “um óptimo resultado” na noite de 6 de Outubro, dizem.
Já entre os sociais-democratas o optimismo tem vindo a aumentar nos últimos dias (as sondagens nacionais têm sido mais animadoras), embora no seio da candidatura exista a consciência de que é preciso “correr atrás do prejuízo” depois de quatro anos em que quase tudo correu mal ao PSD do distrito de Beja, com muitos militantes a criticarem o trabalho desenvolvido por Nilza de Sena. “Não existiu e agora vamos pagar isso”, frisam os mais pessimistas, esperando por “um milagre” na noite de 6 de Outubro.
Com a eleição de João Dias garantida e sem grandes possibilidades de chegar ao segundo deputado (salvo uma grande surpresa para todos, comunistas incluídos), a CDU tem andado no terreno a apresentar o trabalho desenvolvido nos últimos quatro anos e, sobretudo, a criticar duramente a governação do PS.
Além de PS, CDU e PSD, existem mais 14 candidaturas no distrito de Beja: Bloco de Esquerda (que após as Europeias deste ano assumiu a ambição de eleger um deputado em Beja, o que muito dificilmente acontecerá), CDS-PP, PAN, Aliança, Chega!, Aliança Liberal, Livre, Nós, Cidadãos!, MPT, PDR, PCTP-MRPP, PNR, PPM e PTP. Caberá agora aos 123.032 eleitores recenseados no distrito escolher os seus três representantes no Parlamento.

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Correio Alentejo

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