Estradas de Portugal poupa 338 milhões de euros com revisão da concessão do Baixo Alentejo

Estradas de Portugal poupa 338 milhões de euros com revisão da concessão do Baixo Alentejo

A Estradas de Portugal (EP) anunciou esta terça-feira, 18, ao final da tarde, que chegou a um acordo com a Estradas da Planície (SPER), subconcessionária do Baixo Alentejo, que prevê uma poupança para o Estado de 338 milhões de euros naquela subconcessão.
“Esta redução traduz-se na retirada desta subconcessão e suspensão dos trabalhos de construção dos lanços: IP8/A26 entre Relvas Verdes e Grândola, IP8/A26 entre Santa Margarida do Sado e Beja e IP2 entre o nó de Monte de Pinheiros e o nó de Ramal”, lê-se no comunicado da EP.
“Por outro lado, após a intervenção de requalificação do IP2 entre São Manços e Castro Verde (nó com a A2), esta via regressará à esfera de actuação directa da EP, para operação e manutenção”, refere o documento.
Além disso, acrescenta a EP, “também o lanço do IP2 entre Évora (nó com a A6) e o nó do Monte de Pinheiros será transferido do objecto subconcessionado, para a EP, após a sua construção, com os mesmos propósitos de operação de manutenção”.
Por último, “serão suspensos os trabalhos de duplicação do IP8 entre Relvas Verdes e Roncão, permanecendo a actual via no objecto subconcessionado”, indica a Estradas de Portugal.
A empresa presidida por António Ramalho adianta que “serão concluídas em perfil de autoestrada as ligações entre Sines e Santo André e entre Sines e Santiago do Cacém, bem como entre a A2 em Grândola Sul e Santa Margarida do Sado e entre a A6 em Évora e o IP2 em Monte de Pinheiros”.
Para oficializar o acordo, foi celebrado um memorando de entendimento entre a EP e a Estradas da Planície sobre a redução do âmbito da concessão rodoviária que representa “uma poupança a preços correntes estimada em cerca de 338 milhões de euros”, durante 30 anos.
Com esta renegociação, a EP prevê reduzir “os pagamentos futuros à subconcessionária, ao longo da vida da subconcessão, em valores próximos de 900 milhões de euros, o que, a valores actuais, representa um valor de cerca de 400 milhões de euros”.

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Correio Alentejo

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