O deputado do PSD eleito por Beja, Gonçalo Valente, reafirma que foi a CCDR do Alentejo que, “de forma unilateral”, retirou 60 milhões de euros de financiamento ao projeto da eletrificação da linha férrea entre Casa Branca e Beja, “pondo em causa um projeto há décadas reivindicado por toda uma região”.
A posição do eleito social-democrata surge na sequência da audição parlamentar, nesta quarta-feira, 18, ao ainda presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, António Ceia da Silva, e a representantes da Infraestruturas de Portugal.
“A IP confirmou o que nós suspeitávamos, não se trata de uma questão de maturidade, mas de uma opção política da CCDR, pois os 80 milhões de euros provenientes da comparticipação da CCDR, neste projeto, podiam ser aplicados no primeiro troço entre Casa Branca e Vila Nova da Baronia, já que a execução desse troço respeitava os prazos do ciclo de programação”, diz o deputado.
Segundo Gonçalo Valente, “para ganhar um ano adicional no prazo de execução dos vários projetos que estão previstos, o Programa Regional Alentejo 2030 precisava de alocar 10% da sua dotação global nas novas prioridades da Comissão Europeia (habitação, água mais resiliente e defesa), e essa verba tinha de vir de algum lado, veio da ferrovia, por mera opção política, não foi por via de uma ordem do Governo”.
“Podia ter retirado esses 10% de outros objetivos estratégicos, mas não o fez. A CCDR desistiu deste projeto, não o achou prioritário, contrariamente a outros e com esta decisão penalizou bastante o Baixo Alentejo”, acusa o deputado do PSD, lembrando que “o Governo já assumiu que irá assumir os 60 milhões em falta para a execução do projeto”.
Por isso, diz, a CCDR, o PS e a CIMBAL “devem um pedido de desculpas, não digo ao PSD ou ao Governo, mas […], por uma questão de respeito, aos baixo-alentejanos”.








