Deputado do PSD afirma que PS e PCP estão “de cabeça perdida”

42.º Congresso do PSD. Braga, 19 e 20 de Outubro de 2024

O deputado do PSD eleito por Beja, Gonçalo Valente, considera que PS e PCP estão “completamente de cabeça perdida”, depois das estruturas regionais dos dois partidos terem criticado o Governo pela revisão do financiamento do projeto de modernização da linha Casa Branca-Beja, no âmbito do Alentejo 2030.

Em comunicado, Gonçalo Valente diz que PS e PCP “deveriam de estar contentes por todas as partes envolvidas neste processo irem responder na Assembleia da República”, na sequência do requerimento apresentado, na passada semana, pelo grupo parlamentar social-democrata.

O requerimento pede a audição no Parlamento do presidente da CCDR do Alentejo, António Ceia da Silva, do presidente executivo da IP, Miguel Cruz, e do secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, na Comissão de Infraestruturas, Habitação e Mobilidade.

Mas “o receio dos protegidos do PS serem responsabilizados por nos roubarem 60 milhões de euros e o PCP querer fazer prova de vida é mais importante, mostrando mais uma vez a sua subserviência ao partido em detrimento da região”, critica o deputado do PSD.

Gonçalo Valente sublinha ainda que ter chamado o presidente da CCDR do Alentejo, António Ceia da Silva, eleito pelo PS, “era muito mais cómodo”, para afastar o PSD “desta discussão”.

Mas “também chamei o Governo que apoio e a IP. O que me interessa é que as coisas fiquem esclarecidas de forma cabal, olhos nos olhos, doa a quem doer”, acrescenta, reforçando que “o medo é uma coisa terrível e parece que há aqui alguém que está apavorado com aquilo que poderá vir a ser apurado na Assembleia da República”.

No comunicado, o deputado do PSD admite ainda ser “um verdadeiro testa de ferro” – “Mas não é do meu partido, é da minha região, as provas estão à vista e é com isso que o PS não está a saber lidar”.

Por fim, e sobre as eleições “no polvo socialista instalado na CCDR”, Gonçalo Valente afirma não perceber a preocupação do PS, uma vez que “a maioria dos autarcas alentejanos são, ainda, socialistas”.

“A não ser que os próprios socialistas estejam contra a indicação do seu partido, será? Que preocupação em garantir lugares, nisso o PS não falha. Se fossem tão competentes a servir a região como são em tratar desses processos, talvez a nossa região não estivesse tão atrasada”, conclui.

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