Deputado do PS defende apoios contra língua azul no Campo Branco

O deputado do PS eleito por Beja, Pedro do Carmo, defende que sejam atribuídos pelo Governo apoios aos produtores de ovinos do Campo Branco cujas explorações foram afetadas pelo vírus da língua azul nos últimos meses.

“É naturalmente muito preocupante o que estamos a assistir no nosso território e ainda hoje mesmo vou questionar o senhor ministro da Agricultura [José Manuel Fernandes] sobre que soluções irá apresentar para solucionar este problema”, disse Pedro do Carmo ao “CA” após visitar uma exploração pecuária no concelho de Castro Verde e reunir com a Associação de Agricultores do Campo Branco (AACB).

Segundo o deputado socialista, tem de haver “medidas excecionais” para “uma situação excecional”.
“Se não houver realmente uma situação mais fortalecida, mais robusta, continuamos a ficar muito prejudicados no interior, uma vez que o desânimo dos produtores é muito significativo”, frisou.

Por isso, defendeu, tem de haver um apoio “para quem ainda resiste, para quem ainda tem rebanhos, para quem ainda cria gado e para quem ainda se mantém no interior do país”.

“É naturalmente muito preocupante o que estamos a assistir no nosso território e ainda hoje mesmo vou questionar o senhor ministro da Agricultura [José Manuel Fernandes] sobre que soluções irá apresentar para solucionar este problema”, disse Pedro do Carmo ao “CA”

Tal como “CA” adiantou na sua edição de 17 de outubro, o Campo Branco, que abrange os concelhos de Castro Verde, Almodôvar, Ourique e parte do de Aljustrel, enfrenta um surto de língua azul nas explorações ovinas.

Ao todo, segundo dados revelados pela AACB, existem 240 explorações notificadas, na sua maioria nos concelhos de Castro verde e Almodôvar, e milhares de animais afetados pelo vírus, sobretudo pelo seu serotipo 3, apesar de vacinados.

“A nossa maior preocupação é este surto continuar e estarmos a ver que continuam a aparecer novas explorações com rebanhos muito infetados. Temos animais com muitos abortos e muitos borregos mortos, o que vai afetar muito o rendimento das explorações no próximo ano”, notou ao “CA” o presidente da AACB, António Aires.

O dirigente reconheceu que, “de facto, os prejuízos são grandes”, esperando “que haja uma sensibilidade por parte dos responsáveis políticos” para dar “uma ajuda aos produtores”.

A acompanhar a visita do deputado do PS a Castro Verde esteve também o António José Brito, que reconheceu tratar-se de uma situação que “preocupa muito”.

“O setor pecuário tem aqui muita importância no concelho de Castro Verde e aquilo que constatámos foi, de facto, um problema muito grave” e que “tem implicações bastante negativas para o conjunto de explorações”, disse o edil socialista.

Por isso, reforçou, a expectativa é que de sejam encontradas “soluções que permitam atenuar a gravidade deste problema e o prejuízo que está a causar para as explorações”.

Os casos de língua azul no distrito levaram a Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo a enviar, na passada semana, uma carta ao ministro da Agricultura e Mar a reivindicar medidas de apoio para o setor.

Segundo a FAABA, a “a doença grassa com violência nas zonas que foram menos afetadas em 2024, embora também se manifeste de forma significativa nos efetivos acometidos no ano passado”.

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Correio Alentejo

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