Companhia Lendias d’Encantar estreia em Beja nova peça "Duas Irmãs"

Companhia Lendias d'Encantar estreia em Beja nova peça "Duas Irmãs"

A primeira produção de 2011 da companhia bejense Lendias d’Encantar estreia-se esta quinta-feira, 13, no palco da sala-estúdio do Pax Julia Teatro Municipal, pelas 22h00, para mostrar "um drama familiar marcado pela conflitualidade, pela desestruturação de papéis e valores, pela culpa, pelo sofrimento e pelo trauma que permanece no tempo, incapaz de cicatrizar-se".
"Duas Irmãs" baseia-se num texto de António Manuel Revez, com encenação e concepção cénica do cubano Júlio César Ramirez, contando com a interpretação de Marisela Terra e Ana Ademar.
É esta última, directora da companhia bejense, que se mostra certa da "qualidade e do impacto" que a peça vai ter junto da comunidade porque, segundo conta ao "CA", "Duas Irmãs" tem "um tema muito forte".
"É um drama familiar muito poderoso que não pode deixar ninguém indiferente. Falamos de abusos de menores: físicos, sexuais, psicológicos. A família destas duas irmãs é completamente desequilibrada, desestruturada e estas mulheres procuram ser funcionais, saudáveis. Abordar este tipo de assunto é melindroso e exige muito de quem está no palco e a dirigir. São temas muito delicados, mas que é necessário expor, discuti-los em comunidade", conta.
O princípio desta história arranca com uma mãe que está a morrer e, nos derradeiros suspiros, pede à filha mais velha, que a acompanha, que se junte à irmã mais nova e vivam as duas na casa de família, onde ela cresceu e depois viveu com o marido e essas duas filhas.
Alice e Joana têm personalidades muito diferentes e incompatíveis. Invejam-se, culpam-se, agridem-se. E agora têm de viver juntas na mesma casa e partilhar o mesmo quarto. O passado é constantemente revisitado, assim como as feridas não saradas. O presente de ambas é disputado e avaliado, na divergência de valores e projectos de vida que as opõe. A conflitualidade agudiza-se ao absurdo e a agressividade intensifica-se. O dia-a-dia das duas irmãs torna-se uma luta permanente.
Ana Ademar conta que Joana, a sua personagem, "é uma mulher complexa, extremamente frágil e ao mesmo tempo capaz de crueldades terríveis".
"A tensão entre ela e a Alice é permanente, o que torna o trabalho muito exigente, mas ao mesmo tempo muito rico e gratificante. Não tenho dúvida de que é um espectáculo que vai tocar as pessoas e que não as vai deixar indiferentes", adianta.
O melhor é ir descobrir! A peça estreia esta quinta-feira e volta ao palco nos dias 14, 15 e de 20 a 22 de Janeiro, sempre às 22h00.

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Correio Alentejo

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