Comboios: Centenas de pessoas contestam em Beja eventual fim do Intercidades

Comboios: Centenas de pessoas contestam em Beja eventual fim do Intercidades

Centenas de pessoas comemoraram ontem à tarde, ironicamente, em Beja, os 147 anos da chegada do primeiro comboio à cidade, na segunda manifestação em menos de um mês contra o eventual fim das ligações directas até Lisboa.
A manifestação, promovida pela Assembleia Municipal de Beja, decorreu ao final da tarde, junto à estação da CP de Beja, e reuniu centenas de pessoas, entre as quais vários autarcas do distrito.
O protesto serviu para contestar a intenção da CP de acabar com as ligações directas, via Intercidades, entre Beja e Lisboa, que poderão passar a ser feitas através de automotora diesel entre Beja e Casa Branca, onde será feito transbordo para comboio eléctrico até à capital.
A manutenção das ligações entre Beja e Funcheira, que permitem a ligação ao Algarve, e a electrificação da linha ferroviária entre Beja e Casa Branca também estão entre as razões para a manifestação.
Apesar da chuva, centenas de pessoas concentraram-se durante mais de uma hora junto à estação da CP de Beja, onde ouviram várias intervenções, como a do presidente da Assembleia Municipal de Beja, Bernardo Loff.
“As ligações ferroviárias directas entre Beja e Lisboa são essenciais para assegurar, em termos de facilidade e conforto, as deslocações dos utentes”, como estudantes a frequentar estabelecimentos de ensino ou doentes com consultas e exames, que “só são possíveis em hospitais mais diferenciados” em Lisboa, disse Bernardo Loff, que também é médico.
Por outro lado, frisou, “a acessibilidade directa, cómoda, moderna e rápida entre Beja e Lisboa é também importante para a valorização do aeroporto” de Beja e para “o desenvolvimento da actividade turística e de outras actividades económicas”.
Segundo Bernardo Loff, os “eventuais prejuízos que a exploração ferroviária possa dar não devem constituir argumento para a diminuição ou encerramento das linhas de caminho de ferro”.
Após as intervenções, vários participantes na manifestação entraram na sala de espera e das bilheteiras da estação da CP, onde, através de um bolo em forma de carris e com quase três metros, cantaram os parabéns ao “menino comboio”, que há 147 anos chegou a Beja pela primeira vez.

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Correio Alentejo

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