Porquê António José Seguro?

Quinta-feira, 17 Julho, 2014

José Nicolau Gonçalves

O secretário-geral do Partido Socialista, confrontado com uma atitude irresponsável que abre uma disputa interna extemporânea, decidiu optar por aquilo que todos consideram ser o “caminho mais difícil”: as eleições primárias, para escolha do candidato socialista a primeiro-ministro.
E o que na verdade parece ser “um caminho difícil” não é mais do que a prova de que quem serve a política com nobreza não teme os desafios e as dificuldades sempre que estejam em causa princípios e valores. A seriedade acima de tudo!
O que António José Seguro propõe é uma abertura do partido à sociedade, à sua base de apoio, um escrutínio feito em total transparência e que apela à verdadeira participação de todos. E o que vale mais: continuar a hipotecar a política, os valores e os princípios em favor do facilitismo e da cosmética?
Não me parece que a Seguro restasse outra solução. Porque o conheço como homem de fibra, de brilhantismo, de convicções e com competências políticas e técnicas que não consigo, por muito que me esforce, identificar no seu extemporâneo opositor. Pelo contrário, assisto a muito espectáculo mediático e a um vazio de ideias assustador e preocupante!
Nem que fosse por esta diferença abismal no pensamento e no conteúdo, a preferência por Seguro já se justificaria. Mas há mais! Em política não vale tudo. Não pode valer tudo! A política tem que ser exercida com respeito pelas pessoas, pelas normas, pelas instituições. Porque de outra maneira não podem os pretensiosos lideres governar um estado de direito.
Seguro caminhou na adversidade. Combateu a desesperança dos socialistas que em 2011 vaticinavam um afastamento da governação acima de uma década. Lutou contra uma direita unida desde o governo, passando pela assembleia e até chegar ao próprio Presidente da República. Apresentou medidas quando outros as quiseram ignorar. Confirmou a sua razão muitas vezes. Viu a sua razão muitas vezes confirmada. Colocou-se ao lado dos portugueses sem facilitismo nem promessas vãs. Honrou os compromissos em nome do PS, embora reconhecendo que não eram os mais justos. Dignificou o PS com vitórias eleitorais. Resistiu sofridamente a uma comunicação social que o desprezou sempre. E isto quer dizer muito do seu verdadeiro valor.
E é honesto confirmar alguns erros que cometeu, reconhecendo momentos menos bons. Mas que são parte de uma acção honesta e de muito trabalho.
Em suma, entre tantos outros momentos, Seguro afirmou um estilo de liderança que privilegia a natureza da política. A política que nasce no melhor que os homens têm: a seriedade, a solidariedade, o compromisso, as ideias e os valores.
E perante as suas características pessoais e políticas e sabendo da necessidade de Portugal em ultrapassar um momento de afastamento e de desconfiança que se vive em relação à política e aos políticos não é sério, e é até eticamente reprovável, questionar e desvalorizar aqueles que contribuem para a credibilidade e para a geração de uma confiança sã entre governação e governados.
Há muitas razões para escolher António José Seguro. Razões de princípio e de compromisso que são a resposta séria aos problemas dos portugueses e aos desafios de Portugal. Sim, de Portugal, porque ignorar que o PS tem a obrigação de servir o país e ao país fazer sobrepor as ambições pessoais é reduzir à insignificância o património de todos os socialistas.

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