O próximo presidente

Quarta-feira, 1 Abril, 2015

Carlos Pinto

director do correio alentejo

Portugal vai entrar num novo ciclo político dentro de poucos meses. Depois do Verão haverá mudança de Governo (seja na cor partidária ou nos protagonistas) com as eleições legislativas. E no início de 2016 será a vez de os portugueses escolherem um novo inquilino para o Palácio de Belém. Se no primeiro caso os dados estão lançados, com o PS na dianteira das sondagens perante a oposição da quase certa coligação PSD/ CDS (actualmente em funções), no segundo caso são ainda muitas as dúvidas. À Direita como à Esquerda tem-se sucedido o “desfile” de prováveis candidatos, mas certezas só uma: a de que o próximo Presidente da República terá de ter um perfil em tudo distinto de Cavaco Silva!
É à luz desta linha de raciocínio que ganham peso os argumentos trocados esta semana, durante um debate em torno da memória de Sá Carneiro, por Pedro Santana Lopes e Carvalho da Silva, dois eventuais candidatos presidenciais. O primeiro, de Direita, considera que o sucessor de Cavaco terá de ser “proactivo e próximo dos cidadãos”, alguém que esteja “acima dos poderes do Estado” e perceba que o tempo do Presidente sentado no seu lugar “já passou”. Para o segundo, de Esquerda, o futuro Presidente da República “tem obrigação de interpretar o seu papel, envolver o cidadãos” e “romper com o passado”, no sentido de “ser capaz de responder aos anseios do povo”.
Em suma, tanto a Direita como a Esquerda assumem que o próximo Presidente terá de ser muito diferente do actual. Mais interventivo e menos permissivo. Com ideias sobre o país e menos disponível para diálogos mudos. Capaz de dizer “não” e hábil na criação de pontes políticas. Ciente daquilo que é o melhor para o povo e não apenas para o seu partido. É o mínimo que se exige perante tão grandes desafios que colocam ao nosso futuro imediato.

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