O impacto da(s) mina(s)

Quinta-feira, 26 Julho, 2018

Carlos Pinto

director do correio alentejo

A Somincor, detentora da concessão das minas de Neves-Corvo e uma das maiores empresas de todo o país (seja pelo número de trabalhadores, seja pelo volume de exportações), lançou no terreno dois estudos integrados com o objectivo de “melhor compreender as comunidades e os parceiros” da região onde opera. A ideia passa por estabelecer um perfil psico-social que permita à companhia “saber quais as expectativas das comunidades em relação à empresa, como são percepcionados os seus impactos, qual a percepção das pessoas acerca da operação de Neves-Corvo e quais os efeitos da sua presença nas pessoas e na economia da região”, admitem os responsáveis pela empresa.
Parece-nos que esta é uma excelente iniciativa por parte de uma empresa que tem uma grande responsabilidade social, desde logo por albergar perto de 2.000 postos de trabalho e ter em marcha um investimento na ordem dos 260 milhões – o que, tanto num caso como no outro, são dados bastante significativos para um território do interior como é o distrito de Beja. Aliás, são números que fazem desta actividade (se juntarmos a Somincor à Almina) uma verdadeira “Autoeuropa das minas”, como admitiu o ministro da Economia na sua recente passagem pela região.
Trata-se, portanto, de um estudo que pode apontar novas pistas para a forma de comunicar e de se relacionar com a comunidade por parte da empresa, mas também ajudar a Somincor a perceber por que razão há ainda tanta gente sem ter uma real noção da importância deste sector para a economia local. E são ainda muitos…

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