O futuro adiado

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

António Sebastião

presidente da Câmara de Almodôvar

Portugal vive uma das suas maiores crises políticas de sempre. Uma crise profunda de valores, de estratégias, de políticas credíveis de desenvolvimento económico, mas sobretudo, das instituições e dos seus mais altos responsáveis.
O desnorte e o descrédito dos nossos governantes, sobretudo do senhor primeiro-ministro, são, infelizmente, de todos conhecidos.
Não questiono o carácter, nem pretendo fazer um julgamento leviano dos actos e atitudes do Eng. José Sócrates nem dos seus pares, mas, julgo, não restarem grandes dúvidas aos portugueses da sua incapacidade de apresentar soluções adequadas para colocar Portugal na senda do progresso e da modernidade.
As promessas eleitorais do PS desmoronaram-se, como construções de areia levadas pela maré.
Hoje estamos, incomensuravelmente, mais pobres e não se perspectivam dias melhores. Nunca se gastou tanto sem qualquer retorno, o desemprego continua a aumentar, os investidores estão descrentes e, por conseguinte, não arriscam investir em território nacional.
Os actuais indicadores económicos são piores do que aquando da tomada de posse do primeiro governo socialista do Eng.º José Sócrates: o défice das contas públicas disparou de forma brutal, o endividamento externo é sufocante e o desemprego atingiu proporções alarmantes.
Para agravar a situação, as instâncias internacionais insistem no quadro negro da economia e finanças portuguesas, receios confirmados pelos analistas mais respeitados. Só o nosso Governo não admite, fazendo sucessivas manobras de marketing e charme, sem qualquer sucesso.
Assim, continuamos num jogo de faz de conta, mas é cada vez mais notório o desgaste do Partido Socialista e do Eng. José Sócrates. O pior que pode acontecer a um País é ter um Governo descredibilizado, sem autoridade, refém de clientelas que, sem escrúpulos, governam-se apertando o garrote ao desenvolvimento equilibrado da Nação.
Caso a situação nacional continue desta forma, estou convicto que o poder irá “cair de podre” e quem vier a seguir herdará um País endividado e desmoralizado.
Portugal está em suspenso, o futuro adiado. Urge a construção de uma alternativa à política de quem nos (des)governa, que possa devolver a esperança há muito perdida.
Exemplo disto foi a recente eleição do líder do PSD, Pedro Passos Coelho a quem a comunicação social, em peso, deu uma cobertura há muito não vista.
Trata-se de uma prova irrefutável de que os actuais governantes já nada têm a acrescentar e o PS entrou num ciclo descendente acentuado.
Em contraposição, Pedro Passos Coelho abre uma nova era política, baseada em ideias inovadoras e numa imagem renovada.
O PSD deu um sinal importante e diferente nesta eleição interna, onde para além das pessoas discutiu ideias, projectos e novos caminhos para Portugal.
Os militantes sociais-democratas escolheram, esmagadoramente, Pedro Passos Coelho para liderar o partido e, simultaneamente, manifestaram a sua vontade de pôr termo à instabilidade interna, possibilitando ao PSD vir a assumir o seu desígnio governativo.
Mas, para que os portugueses acreditem é necessário que o partido seja capaz de demonstrar, de forma clara e inequívoca, que está preparado para assumir funções governativas em tempos tão conturbados como os que vivemos e que está aberto à participação de toda a sociedade civil para, em conjunto, construir um Portugal mais justo, mais desenvolvido e mais solidário.
Estou firmemente convicto, que o PSD será capaz de passar uma mensagem de rigor, de esperança e de verdade e assim os portugueses voltarão a acreditar que Portugal tem futuro.

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