Muito mérito no campo branco

Quinta-feira, 24 Janeiro, 2019

Carlos Pinto

director do correio alentejo

Cumpre-se neste mês de Janeiro de 2019 três décadas sobre o dia em que um grupo de 29 homens e mulheres ligados à lavoura e ao Mundo Rural em Castro Verde “arregaçaram” mangas e avançaram com a criação da Associação de Agricultores do Campo Branco (AACB). À época sopravam ventos de mudança no sector em Portugal, depois da entrada do país na então Comunidade Económica Europeia, e a nova associação surgia com a ambição de dar resposta às necessidades mais prementes que os agricultores da região sentiam perante a nova realidade.
Passaram-se desde então 30 anos e o mínimo que se pode dizer do trabalho desenvolvido desde 1989 pela AACB é que tem sido, a todos os níveis, exemplar. São três décadas em que a Associação sediada em Castro Verde prestou apoio técnico aos agricultores e produtores na elaboração de candidaturas e projectos, promoveu a sanidade animal, dinamizou a criação de um agrupamento de produtores, lutou pela criação (e manutenção) do Plano Zonal, assumiu o risco de criar campos de experimentação agrícola, colaborou activamente para a classificação de Castro Verde como Reserva da Biosfera da Unesco e fez obra… Muita obra!
Por norma subestimamos aquilo que temos nas nossas terras, elogiando (muitas vezes exageradamente) o que vemos noutras coordenadas. Mas no caso da AACB, é preciso que toda a comunidade (e não apenas os agricultores e produtores pecuários) dos concelhos de Castro Verde, Almodôvar, Aljustrel e Ourique tenham orgulho no trabalho desta instituição, desde há anos sabiamente liderada por José da Luz Pereira. Um percurso meritório que merece ser exaltado, celebrado e continuado. Assim teremos a certeza de um sector agro-pecuário mais forte e dinâmico no Campo Branco.

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