Formamos e nada ganhamos

Quinta-feira, 31 Março, 2016

Carlos Pinto

director do correio alentejo

Um estudo divulgado esta semana revelou um problema sério na Saúde em Portugal: em 2014 formaram-se nas várias escolas de enfermagem do país (Beja inclusive) um total de 2.633 pessoas. Mas nesse mesmo ano, a Ordem dos Enfermeiros emitiu 2.850 declarações para profissionais desta área poderem exercer fora de Portugal. Ou seja, entre os que saíram da universidade e os que partiram do país nesse ano existiu um défice de 217 enfermeiros. E isso é muito preocupante.
Este estudo dedicado à enfermagem reflecte um pouco o que tem sido a realidade de muitos destes jovens recém-licenciados: cumprido o seu curso, são “obrigados” a rumar a outras latitudes em busca de oportunidades de trabalho (e por vezes sem estas implicarem chorudos salários). Isto quando estes jovens enfermeiros fazem muita falta ao país.
Na prática, Portugal está a formar bons profissionais e quem ganha com isso são os sistema de saúde de outros países. E isto é ainda mais incompreensível quando é sobejamente conhecida a falta de enfermeiros que há nos hospitais e outros serviços de saúde públicos do país. Se há área onde a Economia não pode impor todas as suas regras é na Saúde. E se os desperdícios devem ser combatidos e eliminados, também é verdade que tem de haver um reforço das equipas por forma a evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde.

Elogio ao Homem
A notícia chegou repentina, manhã cedo: morreu Manuel Castro e Brito. Com ele partiu uma das vozes mais assertivas, por vezes até incómoda, em defesa da agricultura alentejana. Dele fica a memória de alguém que teve sempre a liberdade de dizer o que pensava e capacidade de fazer. Na hora da sua inesperada morte, as condolências à família enlutada e o elogio ao Homem que foi.

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