Em nome das novas gerações

Quinta-feira, 21 Novembro, 2019

Carlos Pinto

director do correio alentejo

Por muito que alguns não o reconheçam, refugiando-se na lenga-lenga de que “antigamente não precisávamos de nada disso”, a tecnologia veio para ficar e será cada vez mais determinante nas sociedades do futuro. Seja permitindo novas formas de relacionamento entre as pessoas, seja possibilitando o acesso universal a serviços, seja até optimizando os métodos de produção, as novas tecnologias digitais são hoje uma realidade incontornável, num processo revolucionário em curso imparável e que não conhece, para já, barreiras intransponíveis.
Segundo alguns especialistas, dentro de muito pouco tempo os comandos de programação [0101010…] serão a “língua” mais utilizada no mundo. Através dela tudo será possível e o seu domínio perfeito irá ser sinónimo de “portas abertas” para novas oportunidades, pessoais e profissionais, um pouco à imagem do que é ainda o Inglês nos dias de hoje. Ou seja, aqueles que souberem programar e conjugar algoritmos terão, seguramente, mais e melhores chances de concretizar as suas ambições face aos que não dominam esse conhecimento.
Por tudo isto, desvalorizar o advento das novas tecnologias é uma perda de tempo… e, sobretudo, um erro crasso. Daí que seja urgente que os currícula das escolas despertem para esta realidade, deixando que estas matérias deixem de ser apenas tratadas durante os tempos livres, muitas vezes sem uma lógica com princípio, meio e fim. Esta é uma exigência em nome das novas gerações e, simultaneamente, de uma sociedade que se quer mais igualitária e preparada para o futuro.

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