A associação ESTAR, de Beja, vai avançar, a partir do próximo mês de novembro, com o projeto “VIVER”, que permitirá criar no concelho uma resposta estruturada de acompanhamento e alojamento de emergência para pessoas em situação de sem-abrigo.
A iniciativa, que representa um investimento de 610.804,60 euros, cofinanciada em 519.183,90 euros pelo programa Alentejo 2030, terá a duração de 36 meses, entre novembro de 2026 e dezembro de 2029.
De acordo com a associação, “o distrito de Beja encontra-se, hoje, entre os territórios do país com maior taxa de incidência de pessoas em situação de sem-abrigo e, simultaneamente, entre aqueles em que a resposta pública de alojamento de emergência é mais limitada”.
Nesse sentido, o projeto “VIVER” pretende responder, “com uma intervenção integrada em dois pilares complementares”, nomeadamente “a criação de equipas pluridisciplinares de gestores de caso, que asseguram acompanhamento próximo e continuado a cada pessoa, com Planos Individuais de Intervenção”.
O projeto prevê ainda a criação da REDE — Residência de Emergência e Desenvolvimento, uma “estrutura de acolhimento temporário com condições dignas de habitação, segurança e apoio técnico-social enquanto se constroem, caso a caso, os percursos de autonomização dos beneficiários”.
“A aprovação do ‘VIVER’ é, sobretudo, uma boa notícia para o território. Durante anos, a nossa equipa de rua identificou e acompanhou pessoas em situação de sem-abrigo no distrito que, à noite, não tinham para onde ir”, frisa a presidente da associação, Madalena Palma.
A dirigente acrescenra que a ESTAR tem agora “a possibilidade de fechar essa cadeia: identificar, acompanhar e, quando necessário, acolher, com dignidade”.
“É um passo que o distrito há muito pedia”, conclui Madalena Palma.
Foto: DR_À do Sul









