Adega da Figueirinha regista “ano fantástico”

Adega da Figueirinha

Filipe Cameirinha Ramos garante que 2015 está a ser, até ao momento, “um ano fantástico para a Sociedade Agrícola do Monte Novo e Figueirinha, no concelho de Beja.
“2015 está a ser um ano agrícola e comercial sem precedentes! Tivemos um ano fantástico de produção de vinho, sobretudo a nível de qualidade”, afirma com entusiasmo o sócio-gerente da empresa bejense, que tem as suas vendas a aumentar cerca de 20% face ao ano anterior e conta fechar o ano com um volume de negócios de 4,5 milhões de euros, mais que os 3,8 milhões alcançados em 2014.
“A economia não está estagnada, está a crescer. Há várias mensagens políticas que se estão a tentar passar, mas a verdade é que a economia está a crescer. Quem fala com os empresários e com os bancos percebe que, de uma maneira geral, o mercado está em grande crescimento”, argumenta Filipe Cameirinha Ramos.
Este ano deverão sair da Adega da Figueirinha perto de 850 mil garrafas de vinho, entre as quais 800 da nova aposta da sociedade: o “Fonte Mouro Late Harvest”.
“É um vinho de colheita tardia. Foi uma experiência que nos correu muito bem e vamos engarrafá-lo nos próximos dias. Vai ser a nossa grande novidade para este Natal”, revela Filipe Cameirinha Ramos.
Além desta novidade, a sociedade vai manter o portefólio de vinhos que já tem no mercado (“Intuição”, “Interdito”, “Amnésia”, “Herdade da Figueirinha”, “Comendador Leonel Cameirinha” e “Fonte Mouro”), sendo que 75% da produção se destina ao estrangeiro.
“Vendemos para mercados como o Brasil, a China e toda a Europa, de uma maneira geral”, adianta o sócio-gerente da adega.
Já o mercado português representa apenas 25% do volume de vendas da Adega da Figueirinha.
“Vendemos sobretudo para a grande distribuição. E estamos agora fazer uma aposta no canal Horeca [hotéis, restaurantes e cafés]”, diz Filipe Cameirinha Ramos.
Este quadro de evolução “obriga” a Sociedade Agrícola do Monte Novo e Figueirinha a pensar na expansão.
Actualmente conta com 70 hectares de vinha (além de 170 de olival), sendo que 13 só entram em produção no próximo ano.
“E agora comprámos mais uma propriedade, onde vamos plantar mais um bocadinho de vinha. Ficaremos com uns 83 hectares”, revela Filipe Cameirinha Ramos, acrescentando que o plano de investimentos da sociedade prevê igualmente a diversificação da sua actividade, através da plantação de 30 hectares de amendoal.
Mas voltando ao início, 2015 tem sido um grande ano para a Adega da Figueirinha.
Pelas vendas obtidas, pela qualidade da produção… e pela medalha de ouro conquistada pelo vinho tinto “Amnésia” no prestigiado concurso mundial de Bruxelas.
“Primeiro que tudo é o reconhecimento do nosso trabalho. E depois representa aquilo que é o nosso objectivo: proporcionar grandes vinhos – e grandes azeites – a bons preços para o consumidor. Podemos ter vinhos muito bons, mas se forem extraordinariamente caros chegam apenas a uma pequena parte de consumidores. E nós queremos estar mais à mesa dos portugueses e dos cidadãos do mundo”, conclui com orgulho Filipe Cameirinha Ramos.

Partilhar

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Correio Alentejo

Artigos Relacionados

Role para cima