A Associação de Beneficiários do Roxo (ABRoxo), com sede em São João de Negrilhos, no concelho de Aljustrel, tem em fase de consulta pública um projeto que prevê a modernização do bloco gravítico do aproveitamento hidroagrícola e a inclusão das áreas regadas a título precário.
O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do projeto “Re-delimitação da Área Beneficiada do Aproveitamento Hidroagrícola do Roxo” está em consulta pública até 9 de dezembro no portal Participa, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Segundo o Resumo Não Técnico (RNT) do EIA, consultado pelo “CA”, o Aproveitamento Hidroagrícola do Roxo (AHR) está em exploração desde 1968 e beneficia, atualmente, uma área dividida entre um bloco gravítico e outro de pressão, num total de 8.561 hectares (ha) nos concelhos de Aljustrel, Ferreira do Alentejo e Santiago do Cacém.
A estas juntam-se ainda algumas áreas precárias adjacentes, além de servir outros projetos agrícolas e industriais que captam água diretamente da albufeira do Roxo.
O projeto agora em consulta pública prevê a modernização do bloco gravítico do Aproveitamento Hidroagrícola do Roxo (AHR), “alterando o sistema de transporte e distribuição de água, redefinindo a rede de distribuição, de modo a permitir uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos, por forma a obter uma melhoria significativa da eficiência de transporte e distribuição da água para rega”.
A iniciativa, cujo investimento não é revelado, prevê igualmente a inclusão de áreas “que estão a ser regadas a título precário desde 2015” na área do AHR, “que totalizam cerca de 2.329 hectares (ha)”.
Nesse âmbito, a ABR conta “manter parte do sistema de transporte existente” entre o canal condutor geral (CCG) e o nó do Xacafre, “junto do qual se prevê a criação de um reservatório de regularização que assegure a rega durante os tempos de resposta”.
Já o sistema de distribuição “será totalmente alterado, pretendendo-se um novo sistema de rega em pressão (alta pressão), com condutas enterradas, com perdas mínimas de água e elevada eficiência”.
De acordo com o projeto da ABR, serão implementadas uma tomada de água no CCG do Roxo, localizada no nó de Xacafre, um reservatório de regularização para abastecimento dos blocos de rega e uma estação elevatória que irá servir as redes secundárias dos blocos da Barrada e Vale do Zebro Alto e de Vale do Zebro Baixo.
Já as áreas regadas a título precário dos blocos de pressão de Aljustrel e de Montes Velhos “já se encontram infraestruturadas”, pelo que “não irão sofrer quaisquer intervenções no âmbito do projeto”.









