António José Seguro é o novo Presidente da República e conseguiu-o de forma clara: foi o mais votado de sempre numas eleições presidenciais, com cerca de 3,5 milhões de votos, superando as marcas históricas de Mário Soares.
Foi uma vitória expressiva e concludente por parte de um candidato que se assumiu como “livre de amarras partidárias”, defensor da Constituição da República Portuguesa e apologista da transparência. Mas foi também uma vitória da moderação, do pluralismo e do respeito pela diferença.
A partir do dia 9 de março, António José Seguro vai ser o novo inquilino do Palácio de Belém e os desafios são mais que muitos. A nível interno, terá de saber manter a estabilidade política e governativa num tempo de grande agitação social e onde os movimentos populistas, mais que a crescer, estão a ganhar estrutura e a consolidar-se nas várias camadas sociais.
Nas questões externas, terá de ser um Presidente diplomata perante uma nova ordem mundial, sabendo defender os interesses nacionais e colocando-se ao lado de quem preza o direito internacional e o diálogo entre credos, povos e nações.
A tarefa de António José Seguro está longe de ser “pêra doce”. Mas o seu discernimento e reconhecida capacidade de gestão política serão fundamentais num mundo em ebulição e que vive um tempo em que tudo muda de um dia para o outro. Literalmente!

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