Seguro ou Ventura: quem irá ser o novo Presidente da República?

De um lado o homem agregador e do respeito pela Constituição, do outro o candidato que se propõe a romper com o “sistema” que vigora desde abril de 1974. António José Seguro ou André Ventura, um dos dois será o próximo Presidente da República, após a segunda das eleições, agendada para o próximo domingo, 8 de fevereiro.

Para o deputado socialista Pedro do Carmo, António José Seguro é o candidato que surge melhore preparado para assumir funções no Palácio de Belém.

“É a candidatura da decência, do respeito pela Constituição, que dá voz e que vai ouvir todos os portugueses. Além disso, António José Seguro […] é um homem que conhece e que nasceu no interior”, diz ao “CA” o antigo presidente da Câmara de Ourique, que também preside à Assembleia Geral da Associação Seguro à Presidência.

Além do mais, acrescenta, a vitória de Seguro nas Presidenciais será essencial para manter o “equilíbrio” no sistema político nacional. “Os portugueses nunca quiseram pôr os ovos todos no mesmo cesto. E é isso que os portugueses querem, que o sistema se mantenha equilibrado, para que não penda só para um lado”, advoga.

Do outro lado da “barricada” está André Ventura, o candidato que representa “uma rutura com o sistema político tradicional”, associado “a décadas de má governação, corrupção e falta de responsabilização”, contrapõe o deputado do Chega por Beja, António Carneiro.

Na opinião deste apoiante, a eleição do presidente do Chega para Belém constituirá “uma reconfiguração do sistema político português”, além de simbolizar “o enfraquecimento do bipartidarismo” e refletir o “descontentamento de uma parte significativa da população com os partidos tradicionais”.

“André Ventura é uma voz de mudança no combate aos privilégios da classe política e aproximação do poder ao cidadão comum”, frisa em entrevista ao “CA”.

De um lado o homem agregador e do respeito pela Constituição, do outro o candidato que se propõe a romper com o “sistema” que vigora desde abril de 1974.

António José Seguro, candidato apoiado pelo PS, venceu a primeira volta das eleições Presidenciais, tanto no todo nacional como no distrito de Beja, onde garantiu 33,70% dos votos.

Nas eleições realizadas a 18 de janeiro, Seguro obteve no distrito de Beja um total 22.844 votos (33,70%), vencendo nos concelhos de Aljustrel, Alvito, Barrancos, Beja, Castro Verde, Cuba, Ferreira do Alentejo, Mértola, Odemira, Ourique, Serpa e Vidigueira.

Em segundo lugar ficou André Ventura, candidato apoiado pelo Chega, com 19.538 votos (28,82%) e vitórias nos concelhos de Almodôvar e de Moura.

Seguiram-se Henrique Gouveia e Melo, com 7.871 votos (11,61%), João Cotrim de Figueiredo, com 6.472 votos (9,55%), e António Filipe, com 4.313 votos (6,36%). Já Luís Marques Mendes, candidato apoiado por PSD e CDS-PP, obteve 3.969 votos (5,86%) e Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, alcançou 1.429 votos (2,11%).

Entre os restantes candidatos, Manuel João Vieira obteve 771 votos (1,14%), Jorge Pinto 338 votos (0,50%), André Pestana 172 votos (0,25%) e Humberto Correia 67 votos (0,10%).

Em termos nacionais, António José Seguro obteve 1.754.895 votos (31,11%) e André Ventura 1.326.644 (23,52%), passando ambos para a segunda volta das Presidenciais, agendada para o próximo dia 8 de fevereiro.

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Correio Alentejo

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