PCP critica processo eleitoral para a CCDR do Alentejo

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O PCP considera que as eleições para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo ficam marcadas pelo “abandono por parte do PS e PSD de práticas de diálogo democrático” e afiança que quase metade dos autarcas eleitores não legitimou o processo.

Em comunicado, a Direção Regional do Alentejo (DRA) do PCP defende que “o processo de nomeação do novo conselho diretivo da CCDR Alentejo ficará marcado pelo desrespeito pelo poder local democrático, pela região e suas instituições”.

O processo ficará igualmente marcado “pelo abandono por parte do PS e PSD de práticas de diálogo democrático que marcaram várias décadas do relacionamento e respeito institucional na região”, salientam os comunistas.

Em causa está, segundo o PCP, o facto de entre os 1.284 autarcas eleitores que constituíam o colégio eleitoral para a eleição do presidente da CCDR do Alentejo, 350 decidiram não votar, 210 votaram em branco e 28 anularam o voto.

“Ou seja, 588 eleitos autárquicos da região Alentejo (44,7% dos membros do colégio eleitoral) decidiram não legitimar este processo com o seu voto ou, votando, não manifestar o seu apoio à solução previamente decidida por PS e PSD”, frisam os comunistas.

Para o PCP do Alentejo, a percentagem de autarcas que optaram por não exercer o direito de voto “não pode ser meramente apresentada como ‘abstenção’, pois é a tradução de um posicionamento político consciente de protesto institucional”.

As eleições para a presidência da CCDR do Alentejo decorreram na segunda-feira, 12, com o socialista Ricardo Pinheiro a ser eleito, sucedendo no cargo a António Ceia da Silva.

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