Um “mar de gente” vai encher as ruas de Castro Verde no caminho para o largo que, neste fim de semana, dias 17 a 19, recebe mais uma edição da tradicional Feira de Castro, considerada “a maior e mais emblemática” do sul do país e “ponto de encontro e de convívio” entre familiares e amigos, comerciantes e população.
Durante três dias, bancas de roupa, sapatos, atoalhados e outros produtos irão atrair a atenção de milhares de pessoas, num cenário pontuado pelos pregões dos vendedores e pela música dos carrinhos de choque e outras diversões. No ar andará o perfume das castanhas assadas e das farturas, para satisfação de “miúdos e graúdos”.
“A Feira de Castro desempenha um papel especial na construção da memória e da identidade dos castrenses, ao mesmo tempo que é na feira que acontece o reencontro das famílias e da comunidade”, diz ao “CA” o vice-presidente da Câmara de Castro Verde, David Marques.
O autarca destaca ainda o facto do certame ser “a maior feira tradicional do sul, com mais de quatro séculos de história”, e ter “ajudado a definir o crescimento e a evolução da própria vila de Castro Verde”.
“Apesar de mudar e transformar-se todos os anos, desde a primeira edição, continua, na sua essência, a ser o momento do ano em que as ruas da vila se enchem de gente, onde todos os milhares que a visitam reencontram a identidade deste território, os produtos e as tradições do sul, o ruído e a festa da Feira”, reforça.
Por isso, a par da tradição da feira, a Câmara de Castro Verde tem agendado um vasto programa cultural para celebrar aquele que é “momento alto” do ano para todos os castrenses.
“A Feira de Castro desempenha um papel especial na construção da memória e da identidade dos castrenses, ao mesmo tempo que é na feira que acontece o reencontro das famílias e da comunidade”, diz ao “CA” o vice-presidente da Câmara de Castro Verde, David Marques
Para as 18h00 desta sexta-feira, 17, está agendada a abertura da exposição “Pelos Recantos da Feira”, de Vitória Nobre, junto ao Monumento ao 25 de Abril, onde a autora partilha a sua visão sobre a Feira de Castro, “celebrando tradições e pessoas que fazem parte da identidade coletiva”.
A música é um dos destaques do programa preparado pela autarquia, com os espetáculos a decorrerem na Praça da República. A banda The Lucky Duckies sobe ao palco nesta sexta-feira, 17, às 22h00, enquanto no dia seguinte, à mesma hora, vai atuar António Caixeiro.
Para a noite de sexta-feira, 17, estão ainda previstas a atuação de Las Flamenquitas – Grupo de Sevilhanas de Castro Verde (21h00) e do DJ RMG (23h30), ao passo que no sábado realiza-se a Festa M80 (23h30).
No sábado, 18, o programa arranca pelas 11h00 com uma arruada com as bandas filarmónicas da Sociedade 1º de Janeiro de Castro Verde e da Sociedade Musical de Instrução e Recreio Aljustrelense, enquanto às 12h30 realiza-se o VI Encontro de Castrenses na Diáspora, que vai decorrer na Escola Secundária de Castro Verde e tem como objetivo reunir “à mesa” os castrenses que vivem fora do concelho.
De tarde, a Praça da República recebe o Rancho Folclórico de Santo Estêvão (15h30), seguindo-se o desfile e atuação dos grupos corais Raízes do Cante de Cuba, Os Alentejanos da Amadora e Os Cardadores da Sete.
O mesmo local será palco, a partir das 17h30, do grupo Moços da Viola Campaniça, ao passo que as ruas da feira recebem animação musical com os Al-Fanfare, que depois atuarão na Praça da República às 21h00.
Ainda no sábado, a Rua Morais Sarmento terá patente uma exposição de automóveis históricos e desportivos, estando previsto, para as 16h20, o arranque da 30ª edição da prova 48 Horas do Alentejo, prova organizada pelo Portugal Classic Association e Clube Português de Automóveis Antigos. E às 21h00 o Fórum Municipal recebe o 33º Encontro de Cantadores ao Despique e Baldão e de Tocadores de Viola Campaniça, numa organização da cooperativa cultural Cortiçol.
O programa cultural da Feira de Castro inclui ainda, a partir das 10h00 de domingo, 19, o Concurso de Rafeiros do Alentejo.








