É um princípio básico: sem pessoas não há empresas ou negócios rentáveis. Sem pessoas não se mantêm serviços públicos a funcionar com qualidade. Sem pessoas não se investe em novos equipamentos para a educação ou saúde. Sem pessoas não se avança com a requalificação e construção de estradas e outras acessibilidades. Sem pessoas o futuro deixa poucas incógnitas… pois este não pode existir!
O despovoamento, associado ao acelerado envelhecimento, é precisamente o grande problema do Baixo Alentejo. Ano após ano a região vai perdendo população e o exemplo está na cidade de Beja, que é capital de distrito mas onde todos os seus habitantes não chegariam para encher sequer metade do Estádio da Luz! E no seu todo, o distrito de Beja consegue ter menos habitantes que cidades como Amadora, Guimarães ou Vila Nova de Gaia.
Todos estes números falam por si e exigem uma reflexão profunda. E rápida, pois o tempo urge. É que a necessidade de “repovoar” o Baixo Alentejo tem de ser uma prioridade para todos, desde o simples cidadão a empresários, passando obrigatoriamente pelos eleitos políticos. Porque esta região também tem de ser (e ter) jovens.
Daí que medidas como a anunciada na passada semana pela Câmara Municipal de Almodôvar (venda de lotes para habitação a jovens – ver notícia na página 4) ajudam. Mas é preciso ir mais além. E nesse campo as grandes responsabilidade estão sobre os ombros de quem governa o país, que não pode olhar apenas de frente para o mar, deixando para trás o interior. E seja com políticas fiscais ou imposições legais, algo tem de mudar para trazer a juventude de regresso ao Baixo Alentejo. Mal de nós se assim não for…

Câmara de Odemira recebe Bandeira de Mérito Social
A Câmara de Odemira foi distinguida, pelo segundo ano consecutivo, com a Bandeira de Mérito Social, atribuída pela Associação Nacional de Gerontologia Social (ANGES) e







