O principal desafio do PS nos próximos dois anos passa por vencer as eleições Autárquicas de 2025 no Baixo Alentejo e “em todo o país”, defendeu a atual vice-presidente da bancada parlamentar dos socialistas, Mariana Vieira da Silva.
A antiga ministra da Presidência esteve no passado domingo, 13, em Castro Verde, na sessão de encerramento do Congresso Federativo do PS do Baixo Alentejo, onde sublinhou que as eleições Autárquicas do próximo ano são para os socialistas ganharem… “em todo o país”.
“É tempo de arregaçarmos as mangas e começarmos a trabalhar por isso. E o Baixo Alentejo é testemunha da diferença que faz ter à frente de uma câmara municipal um autarca do PS”, reforçou, acrescentando: “Faz diferença em tudo o que marca o sítio onde nós vivemos e a relação que temos com ele”.
Mariana Vieira da Silva frisou ainda que o PS sai do seu processo eleitoral interno e dos congressos federativos realizados em todo o país “com a força de um partido que está vivo”.
A antiga governante não deixou também de lançar algumas “bicadas” ao Governo da AD, sustentando que “o momento das saudades” da governação socialista “vai chegar e não vai demorar muito”.
“A melhor forma de resumir estes seis meses [de Governo da AD] é o governo em que tudo era fácil, mas afinal tudo ficou pior”, concluiu.
“O Baixo Alentejo é testemunha da diferença que faz ter à frente de uma câmara municipal um autarca do PS”, disse Mariana Vieira da Silva
O Congresso da Federação do Baixo Alentejo do PS ocorreu pouco mais de duas semanas após as eleições internas, a 27 de setembro, que ditaram uma vitória de Nelson Brito, eleito para o seu terceiro mandato com 61% dos votos, contra os 39% de Telma Guerreiro.
Na sua intervenção final, Nelson Brito assumiu que os socialistas disputarão “em todos os órgãos – nas freguesias, nas assembleias municipais e em câmaras – as vitórias em todos os concelhos do Baixo Alentejo”. “Essa é a garantia que temos de dar ao nosso eleitorado, aos nossos munícipes e aos baixo-alentejanos”, frisou.
Para alcançar esse desiderato, Nelson Brito destacou a criação da figura do coordenador autárquico, que será o ex-autarca de Mértola, Jorge Rosa, mas alertou que “ninguém pode dizer que não” à batalha eleitoral.
“Todos temos de estar convocados, todos temos responsabilidade, todos temos de trabalhar por aquilo em que acreditamos. O PS existe para fazer bem às pessoas e essa é a marca de que não podemos prescindir”, sublinhou, aproveitando a ocasião para citar a candidata democrata nas presidenciais norte-americanas, Kamala Harris: “Quando lutamos, vencemos!”
O reeleito presidente dos socialistas do Baixo Alentejo defendeu ainda a necessidade do partido, agora que está na oposição, “ter a capacidade de se reorganizar” e abrir-se “novamente à sociedade civil”.
“O PS existe para fazer bem às pessoas e essa é a marca de que não podemos prescindir”, sublinhou Nelson Brito
Antes de Nelson Brito e Mariana Vieira da Silva, a nova presidente das Mulheres Socialistas do Baixo Alentejo, Juvenália Salgado, defendeu a presença “de mais mulheres em lugares de decisão”.
“A participação ativa das mulheres é crucial para fortalecer a democracia”, acrescentou a também presidente da Junta de Freguesia de Figueira de Cavaleiros, sustentando que “é possível vencer eleições no feminino”.
Também o presidente da Juventude Socialista do Baixo Alentejo, Afonso Domingos, apelou à presença de mais jovens nas listas do PS nas próximas Autárquicas, lamentando algum “paternalismo” e “indiferença” do partido face às bandeiras geracionais desta estrutura partidária.
“É essencial que cada um de nós se pergunte que partido queremos ser: um partido onde a voz de todos é ouvido ou um partido que se fecha em si próprio? Um partido que proclama a importância da juventude ou que lhe atribui responsabilidades concretas? Um partido que quer contar com o contributo dos jovens ou que necessita deles apenas para mobilização eleitoral?”, questionou durante o congresso.








