Reitora da UÉ diz que bolsas de 1.500 euros surgem "fora de prazo"

Reitora da UÉ diz que bolsas de

A reitora da Universidade de Évora critica o lançamento “fora de prazo” e “numa altura disparatada” do programa +Superior pelo Ministério da Educação, com bolsas de 1.500 euros para alunos que escolham instituições do interior.
“Todas as medidas para as universidades do interior são bem-vindas. A questão é que esta foi [lançada] um bocadinho fora de prazo”, afirma à Agência Lusa a reitora da Universidade de Évora (UÉ), Ana Maria Costa Freitas.
Segundo a responsável, a medida “já não teve qualquer influência nas candidaturas da primeira fase”, devido ao timing escolhido pelo Ministério da Educação e da Ciência (MEC) para lançar o programa +Superior.
O MEC anunciou, no sábado, 6, que vai atribuir bolsas de 1.500 euros anuais, a um máximo de mil alunos, para 12 instituições do ensino superior fora das grandes áreas urbanas.
Segundo o Ministério, a iniciativa visa atrair candidatos a instituições de ensino superior em “regiões com menor pressão demográfica”, para contribuir para “a coesão territorial” e fixar “jovens qualificados no interior do país”.
A UÉ é uma das 12 instituições de ensino superior, entre universidades e institutos politécnicos, seleccionadas para o programa.
Podem ser candidatos todos os estudantes inscritos no ensino superior, na sequência de uma colocação na primeira, segunda ou terceira fases do concurso nacional de acesso, num ciclo de estudos de uma das 12 instituições seleccionadas.
A UÉ foi contemplada com 75 bolsas, realça a reitora, sublinhando, contudo, que este “decreto do Governo vem numa altura estranha”, ou seja, já depois das candidaturas da primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES).
“É uma medida que foi desperdiçada, com timing errado. Foi uma altura completamente disparatada”, afiançou, afirmando esperar, ainda assim, que o +Superior tenha impacto, agora, na segunda fase de candidaturas: “Pode ter alguma influência”, diz.
Na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior deste ano, ficaram colocados na UÉ 845 novos estudantes, o que representa um acréscimo de 60 alunos, em comparação com os que ingressaram na instituição no ano lectivo anterior.
“Não podemos dizer que esta primeira fase tenha corrido mal. Temos mais estudantes do que tínhamos no ano passado, quando estávamos a decrescer, pelo que [o aumento] é positivo”, congratula-se à Lusa a reitora.
As vagas em vários cursos pertencentes às áreas das Artes, Humanidades ou Ciência e Tecnologia ficaram “totalmente preenchidas”, mas, em sentido contrário, as engenharias “tiveram menos procura”, uma tendência “que é geral no país”, mas preocupante”.
“Isso afecta-nos em termos dos alunos que podemos dar à região porque a área das engenharias faz muita falta”, admite, explicando que a UÉ vai continuar a repensar a sua oferta formativa.
Para a segunda fase do CNAES, a UÉ tem disponíveis 224 vagas, as quais Ana Maria Costa Freitas diz esperar que sejam totalmente preenchidas.

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Correio Alentejo

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