Regadio no Mira com taxa de utilização de 55%

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Mais de quatro décadas após a sua entrada em funcionamento, apenas 55% dos perímetros de rega do Mira e Corte Brique está a ser utilizado pelos agricultores.
O número é avançado pelo director-executivo da Associação de Beneficiários do Mira (ABM), que gere estes dois aproveitamentos hidro-agrícolas, garantindo tratar-se de um quadro que vai de encontro àquela que é a média (e a realidade) nacional.
“Este nível de utilização é um problema grave que sentimos”, admite Manuel Amaro Figueira (que também representa o Estado na direcção da ABM), para quem só com uma “revolução de mentalidades ao nível dos utilizadores” é que este quadro poderia mudar de figura.
“Mas não me parece que isso vá acontecer. […] E tenho grandes dúvidas que o Alqueva vá ter uma dinâmica diferente”, acrescenta.
Apesar de 45% do sistema estar por utilizar, não existe o risco deste se vir a tornar insustentável do ponto de vista financeiro.
“A horticultura permite um nível de utilização do regadio muito superior àquilo que seriam as expectativas iniciais. Ou seja, a não-utilização [de 45%] é compensada pela sobre-utilização que a horticultura faz, até em termos de dias por ano”, explica o director-executivo da associação sedeada em Odemira.

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Correio Alentejo

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