PS critica Governo por tornar inaugurações em “eventos partidários”

A Federação do Baixo Alentejo do PS critica o Governo por ter tornado a inauguração do novo Palácio da Justiça de Beja, nesta terça-feira, 15, “num evento partidário”, frisando que o executivo da AD “não pode apagar quem tomou as decisões que tornaram esta obra possível”.

Em comunicado enviado ao “CA”, os socialistas lembram que o investimento no novo Palácio da Justiça de Beja, avaliado em cerca de 5,7 milhões de euros, foi “decidido, lançado e contratado pelos anteriores Governos do PS”, sendo o terreno onde foi construído “cedido pela Câmara Municipal de Beja”.

“Este novo equipamento representa uma melhoria importante das condições de funcionamento da Justiça na região e merece ser acompanhado de um reconhecimento claro aos funcionários judiciais, magistrados e restantes profissionais da Justiça, que todos os dias asseguram um serviço público essencial”, defende o PS.

Por isso, continua, “uma cerimónia de inauguração de um equipamento público não pode ser tratada como um evento partidário”.

“É inaceitável que o Governo tenha optado por convidar apenas representantes eleitos do PSD – o deputado do PSD pelo círculo de Beja e presidentes de câmara do PSD – deixando de fora os eleitos pelo PS e pelo Chega, bem como os autarcas do PS e da CDU”, afirma a Federação socialista.

Para o PS do Baixo Alentejo, “esta exclusão revela uma forma de atuação que desrespeita a pluralidade democrática e as instituições da região”, uma vez que “um equipamento pago com dinheiros públicos e ao serviço de toda a população não pertence a nenhum partido e não pode ser apropriado politicamente por quem está circunstancialmente no Governo”.

Os socialistas dizem ainda que “também não vale a pena tentar reescrever a história”, sustentando que “o novo Palácio da Justiça de Beja resulta de decisões, financiamento e procedimentos concretizados pelos Governos do PS, com o apoio autárquico da Câmara de Beja, que cedeu o terreno para construção”.

“O Governo pode cortar fitas, mas não pode apagar quem tomou as decisões que tornaram esta obra possível, nem selecionar os representantes da região em função da cor partidária”, conclui a Federação do Baixo Alentejo do PS.

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Correio Alentejo

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