O programa operacional regional Alentejo 2030 apresenta neste momento uma taxa de aprovação de 53,5%, estando “em linha com a média” dos restantes programas regionais do Portugal 2030, revela a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA).
“Este resultado demonstra uma evolução consistente na contratualização dos apoios e na capacidade de transformar a programação disponível em investimentos concretos para o território”, revela a CCDRA em comunicado enviado ao “CA”.
De acordo com a mesma fonte, merece destaque “o desempenho do Fundo para uma Transição Justa (FTJ)”, que apresenta “uma taxa de aprovação de 88,7%”, ou seja, “um nível de compromisso significativamente superior à média dos programas regionais”.
“Este resultado constitui um dos indicadores mais positivos do programa, demonstrando a capacidade da região para mobilizar recursos destinados à transição energética, à reconversão económica e à adaptação dos territórios aos desafios da descarbonização”, pode ler-se no comunicado.
A CCDRA indica ainda que “também o FSE+ do Alentejo evidencia um comportamento muito favorável, apresentando uma taxa de aprovação de 64,7%, superior à taxa média global de aprovação do Portugal 2030, fixada em 62,5%”.
“Este desempenho reflete a forte procura e capacidade de execução das medidas dirigidas à qualificação, ao emprego, à inclusão social e ao reforço das competências da população”, nota.
A par destes, a Comissão destaca igualmente “a natureza dos beneficiários apoiados”, indicando que “que 61,49% dos fundos aprovados dizem respeito a entidades privadas, enquanto 38,51% correspondem a entidades públicas”.
“Esta predominância do investimento privado constitui um sinal positivo para a economia regional, evidenciando a confiança dos investidores e a capacidade do tecido empresarial para aproveitar os instrumentos de financiamento disponibilizados pelo Portugal 2030”, argumenta.
Relativamente à execução financeira, a CCDRA explica que a taxa de execução do Alentejo 2030 “situa-se nos 12,7%, refletindo uma fase em que uma parte significativa dos projetos aprovados se encontra ainda em desenvolvimento e execução física”.
“Este contexto é particularmente relevante quando se considera que muitos dos investimentos apoiados correspondem a projetos estruturantes, públicos e privados, cuja concretização implica procedimentos de contratação, licenciamento, execução de obra, aquisição de equipamentos ou implementação tecnológica, com ciclos temporais naturalmente mais prolongados”, conclui.









