Prémios do Festival "Terras Sem Sombra" deste ano entregues em Grândola

Prémios do Festival "Terras Sem Sombra" deste ano entregues em Grândola

Os prémios internacionais do Festival "Terras Sem Sombra deste ano serão entregues este sábado, 7, em Grândola, à soprano grega Dimitra Theodossiou, à investigadora portuguesa Maria Helena Mendes Pinto e ao biólogo espanhol Miguel Ángel Simón.
A cerimónia decorrerá no Auditório Municipal de Grândola, a partir das 18h30, e os prémios, nas categorias de música, património cultural e salvaguarda da biodiversidade, deverão ser entregues pelo secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas.
Os prémios deste ano "distinguem três grandes figuras da cultura e da ciência europeias, que tiveram uma influência muito significativa nas áreas promovidas pelo festival", disse à Agência Lusa o director geral do "Terras Sem Sombra", José António Falcão.
Segundo o responsável, o prémio à soprano grega, na categoria de música, justifica-se pela sua "carreira lírica, que a elevou ao nível mais alto da cena operática internacional", e pela sua "ligação forte a Portugal", onde já actuou várias vezes.
Apontada pela crítica como "a Callas dos nossos dias", Dimitra Theodossiou, "uma das vozes mais importantes" da ópera actual, já actuou em grandes palcos do mundo, "cativando o público pela excelência técnica e pelo virtuosismo expressivo", frisou.
Maria Helena Mendes Pinto receberá o prémio na categoria de património cultural, porque "sobressai na história da arte pelos serviços muitíssimo relevantes que prestou ao estudo e à salvaguarda das artes decorativas portuguesas e é uma figura pioneira na investigação da arte luso-oriental", explicou.
"Grande conhecedora das artes decorativas portuguesas e da história da presença cultural portuguesa no Oriente", sobretudo na Índia, na China e no Japão, a investigadora organizou a secção de Mobiliário do Museu Nacional de Arte Antiga, comissariou "importantes exposições" em Portugal e no estrangeiro, e promoveu a criação de museus em Portugal e na Índia, lembrou.
Miguel Ángel Simón, biólogo da Junta de Andaluzia, receberá o prémio na categoria de salvaguarda da biodiversidade pelo "trabalho fundamental" que orientou em Espanha "em prol da conservação de espécies ameaçadas", sobretudo do lince ibérico, explicou.
A reprodução do lince ibérico em cativeiro, "indispensável à sobrevivência de uma das espécies mais ameaçadas a nível europeu", "deve-se, em larga medida, ao esforço do biólogo, em diálogo e com o envolvimento da sociedade civil", disse José António Falcão.
O Prémio Internacional "Terras Sem Sombra" foi criado em 2011 pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, o organizador do festival, para homenagear pessoas ou instituições que se destaquem a nível internacional nas três categorias que compõem a acção do festival.
O oitavo "Terras sem Sombra", que arrancou em Março e terminou em Junho, incluiu seis concertos em igrejas históricas e num castelo do Alentejo, e iniciativas associadas à biodiversidade alentejana nas manhãs dos dias a seguir aos espectáculos.

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Correio Alentejo

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