Novo festival em Castro Verde para celebrar liberdade e democracia

Um novo festival vai “nascer” em Castro Verde, no próximo mês de abril, para “celebrar os valores da liberdade, da democracia e da tolerância”, sobretudo junto do público mais jovem.

A primeira edição do Festival Liberdade, organizada pela Câmara de Castro Verde, vai decorrer no Parque da Liberdade, entre os dias 24 e 26 de abril,  e apostará “num conceito inclusivo, promovendo a comunhão entre gerações”.

“O que pretendemos é celebrar a liberdade, a democracia e também a tolerância, numa altura em que vivemos momentos exigentes desse ponto de vista. Temos de estar todos ‘convocados’ para um combate que é muito importante e muito exigente”, explica ao “CA” o presidente da autarquia, António José Brito.

De acordo com o autarca, a criação do festival “era um compromisso eleitoral” e o evento pretende ser “um espaço de afirmação dos mais jovens”.

“Queremos que este seja um festival muito virado para a juventude, capaz de mobilizar os jovens para causas tão importantes como a democracia, a liberdade e a tolerância”, reforça.

Para António José Brito, “mais do que um evento, o Festival Liberdade quer afirmar-se como uma celebração viva dos ideais de Abril, cruzando cultura, criatividade e participação cívica, num ambiente de convívio, alegria e partilha entre gerações”.

A música é um dos grandes destaques no programa do Festival Liberdade, com a atuação da Banda Filarmónica 1.º de Janeiro, de Castro Verde, acompanhada pela cantora Filipa Sousa, na noite de 24 de abril, num momento evocativo da Revolução dos Cravos.

No dia seguinte, sobe ao palco o grupo Bandidos do Cante, de Beja, que venceu o Festival da Canção e vai representar Portugal no Festival Eurovisão, em maio. E a 26 de abril vão atuar em Castro Verde a jovem Inês Gonçalves e a banda Putos do Rock.

O programa do Festival Liberdade inclui também demonstrações de skate, BMX e trotinete, assim como a exposição ‘50 Passos para a Liberdade: Portugal, da ditadura ao 25 de Abril’, que segundo o município irá proporcionar “um espaço de reflexão e valorização da memória histórica”.

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Correio Alentejo

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