Ministro da Agricultura garante que o PRODER teve "grande aceleração"

Ministro da Agricultura garante que o PRODER teve "grande aceleração"

O ministro da Agricultura, António Serrano, assegurou que o Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) sofreu “uma grande aceleração” em 2010, revelando que o ano terminou com uma taxa de execução de 28,1 por cento.
“Num ano, passámos de uma taxa de execução de 10,5 por cento para 28,1 por cento. Foi, de facto, uma mudança significativa e um ano de grande aceleração e transformação do PRODER, ao serviço da modernização da agricultura portuguesa”, afiançou.
O ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas falava à Agência Lusa à margem da inauguração do novo lagar da Cooperativa Agrícola de Beja e Brinches.
O investimento, que o ministro foi hoje visitar no terreno, rondou os cinco milhões de euros, dos quais 1,6 milhões em apoio do PRODER, e permitiu a modernização e ampliação do lagar, situado em Brinches, concelho de Serpa.
Em jeito de balanço global do PRODER, António Serrano explicou que os 28,1 por cento de execução, atingidos no final do ano passado, representam “à volta de mil milhões de euros de apoios já pagos”.
E, só no ano de 2010, a despesa pública a apoiar os investimentos privados no âmbito do PRODER, incluindo os apoios financeiros nacionais e comunitários, foi de “mais de 700 milhões de euros”.
Um montante que significa “um passo significativo”, já que representa “mais do que foi feito nos três anos anteriores do programa”, destacou.
Além disso, revelou o ministro da Agricultura, do “envelope” financeiro de 4,5 mil milhões de euros do PRODER de que Portugal dispõe, para aplicar “até 2015”, já estão comprometidas metade das verbas.
“O PRODER terminou 2010 com uma taxa de compromisso ligeiramente superior aos 50 por cento, ou seja, metade das verbas já estão comprometidas, com contratos feitos e investimento a avançar”, afirmou.
Quanto à execução do programa de apoio à modernização agrícola, que contabiliza os apoios já pagos, a taxa só não foi superior no final do ano devido aos constrangimentos financeiros do país, reconheceu.
“Foi um ano bom, mas em que poderíamos ainda ter feito ainda mais se o país tivesse condições financeiras distintas”, admitiu, lembrando que, a partir de setembro, foi necessária “uma redução do investimento público, em virtude de Portugal ter de controlar em absoluto o valor do défice”.
Para 2011, traçou o ministro da Agricultura, a “meta” é terminar o ano com uma taxa de execução der “42 por cento” do PRODER e o país “tem condições para isso”, apesar dos “constrangimentos”.

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Correio Alentejo

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