Militantes socialistas de Beja apoiam candidatura de António José Seguro

Militantes socialistas de Beja apoiam candidatura de António José Seguro

A ter em conta os apoios que recolhe no distrito de Beja, António José Seguro está bem encaminhado para a liderança do PS. É certo que ainda há quem queira perceber melhor o conteúdo programático das duas candidaturas para tomar uma decisão, mas a larga maioria dos militantes contactados pelo “CA” deixa clara a sua escolha: Seguro tem vantagem sobre Francisco Assis!
O presidente da Federação do PS do Baixo Alentejo, Luís Pita Ameixa, já anunciou o seu apoio a António José Seguro numa óptica de "grande reorganização do PS" e como forma de "construção de um novo caminho político de esperança para a esquerda democrática".
A afirmação de “uma nova esperança” é, de resto, o argumento defendido por muitos socialistas. Pedro do Carmo, presidente da Câmara de Ourique, subscreve essa ideia e vê em Seguro um “reflexo da competência e da seriedade” com “características de trabalho e de ética” para, segundo adianta, “exercer uma oposição responsável e activa, que constitua a alternativa de esquerda a uma nova realidade de direita”.
Aníbal Reis Costa, autarca de Ferreira do Alentejo, escreveu no Facebook que Seguro é “o mais indicado”, embora alerte que Francisco Assis “tem qualidades que não podem nem devem ser desperdiçadas pelo futuro secretário-geral do PS”. Essa é também a opinião de José Carlos Albino, consultor e militante socialista, que quer Assis como “uma voz indispensável” num processo de renovação do partido que “será melhor protagonizado” por Seguro.
Na mesma linha, Jorge Rosa, líder da Câmara de Mértola, destaca a “seriedade, moderação e atitude de procura da união socialista” de Seguro, a quem reconhece “uma postura e discurso de bom senso” que “pode protagonizar a necessária rotura de política”.
De saída da Assembleia da República, onde partilhou a bancada com os dois candidatos, Conceição Casa Nova prefere uma nova liderança com António José Seguro porque este “tem o perfil e as características necessárias para mobilizar os militantes do PS e tornar a uni-los em torno dos seus princípios e dos seus valores”. A militante socialista valoriza ainda a “seriedade, coerência e inteligência” de Seguro, a quem reconhece “um profundo humanismo”.
Fazer “um corte com o passado recente e aproximar o PS dos valores de esquerda que sempre defendeu” é o que motiva António Paulino, vereador na Câmara de Castro Verde, para também estar ao lado do antigo líder da Juventude Socialista. Uma ideia partilhada por Hélder Guerreiro, vice-presidente da Câmara de Odemira, que vê em Seguro alguém capaz de assumir a resposta de uma “esquerda progressista, de valores democráticos sólidos, que defina um estado sustentável, regulador e, fundamentalmente, solidário”.
Entre os mais novos, o apoio também parece garantido! O actual presidente da JS do Baixo Alentejo, Rui Faustino, destaca na candidatura de Seguro “uma nova visão estratégica de esquerda para Portugal” e acredita que a sua candidatura “tem os ingredientes” capazes de “levar os cidadãos a envolver-se mais activamente na nossa sociedade”.
Mais prudente, o jovem líder da Concelhia de Beja do PS, Miguel Góis, apoia Seguro mas avisa que quer um secretário-geral “mais predisposto a ouvir e mais decidido em fazer ouvir a voz” das pessoas. E o vereador na Câmara de Beja vai mais longe, porque entende que a “renovação não pode limitar-se à liderança central” – “Corre-se o risco de se mudar o personagem principal e ficar tudo na mesma”, diz.

DECISÃO POR TOMAR
Esperar para conhecer melhor! Esta é, para já, a posição de Jorge Pulido Valente, presidente da Câmara de Beja, que ainda não decidiu quem vai apoiar – “Aguardo a apresentação dos projectos e dos candidatos”, disse.
O mesmo posicionamento é partilhado pelos presidentes das concelhias de Odemira e Castro Verde, Ricardo Cardoso e Leandro Gonçalves. Para o jovem autarca odemirense, “é conveniente aguardar pela apresentação dos projectos de cada um, bem como a forma como os candidatos se vão posicionar relativamente ao desempenho recente dos governos do PS”.
Ricardo Cardoso adverte que o PS vai eleger um líder da oposição e não um candidato a primeiro-ministro – “Esse será eleito apenas daqui a dois anos e aí os candidatos podem ser outros…”, avisa.
Leandro Gonçalves também aguarda para conhecer “com maior profundidade” as propostas dos candidatos mas, desde já, sublinha que “o papel reservado às bases do partido, a participação e o posicionamento ideológico” são, no seu caso, “aspectos determinantes” para tomar uma decisão.

Partilhar

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Correio Alentejo

Artigos Relacionados

ULSBA participa em projecto europeu

A Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) candidatou-se ao projecto europeu de facturação electrónica “European Hospitals adopting the e-invoicing Directive”, aprovado pela INEA

CIMBAL apresenta propostas para o PRR

A Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL) submeteu vários contributos ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito da consulta pública promovida ao documento.

Role para cima