José Sócrates garante projecto de Alqueva apesar de acordo Portugal-FMI

José Sócrates garante projecto de Alqueva apesar de acordo Portugal-FMI

O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu esta quinta-feira, 5, que o memorando de entendimento com a "troika" "em nada compromete ou põe em causa" o calendário definido pelo Governo para o Alqueva, assegurando que o projecto estará concluído até 2013.
"Queria tranquilizar os alentejanos. Decidimos um calendário para o Alqueva para finalizar o projecto até 2013 e vamos fazê-lo. Nada do acordo que acabámos de assinar compromete ou põe em causa aquilo que são os nossos calendários", afirmou José Sócrates.
Numa declaração aos jornalistas, durante uma visita à 28.ª Ovibeja, o primeiro-ministro lembrou que, quando chegou ao Governo, o calendário inicialmente previsto para a conclusão do Alqueva era 2025, destacando que o seu executivo "acelerou em 12 anos" o projecto.
José Sócrates sublinhou que "o número de hectares regados já é muito grande e que duas das três componentes do Alqueva estão já finalizadas", referindo-se à componente hidro-eléctrica e a de abastecimento de água.
"Falta agora completar o regadio", acrescentou o chefe do Governo em gestão, considerando que "os próximos dois anos são decisivos para que o Alqueva possa ser posto ao serviço da economia regional e nacional".
Elogiando o trabalho dos agricultores portugueses, que, no seu entender, têm "melhorado e evoluído cada vez mais", José Sócrates deixou ainda uma palavra de incentivo aos homens da terra.
"Venho [à Ovibeja] para mostrar aos agricultores que estamos ao seu lado e que temos orgulho no trabalho desenvolvido e queremos partilhar com eles aquilo que são os desafios do futuro", afirmou.
Durante a visita que efectuou à feira, realizada em pouco mais de uma hora, Sócrates provou enchidos, presunto, queijo e vinhos alentejanos e foi convidado a comprar uma t-shirt negra pelo movimento de cidadãos "Beja Merece", que defende a continuação do comboio Intercidades até Lisboa.
Como não tinha dinheiro no bolso, teve de ser o presidente da Câmara de Beja, Jorge Pulido Valente, a pagar a t-shirt no valor de cinco euros, enquanto Sócrates distribuía beijos e apertos de mão.

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Correio Alentejo

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