Jerónimo de Sousa defende em Beja concretização da Reforma Agrária

Jerónimo de Sousa defende em Beja concretização da Reforma Agrária

O secretário-geral do PCP defende para o Alentejo a concretização de uma “política de revitalização dos campos”, concretizando assim “uma Reforma Agrária que liquide a propriedade fundiária” e “entregue a terra a quem a trabalhe a título de propriedade ou de posse”.
O Alentejo “exige uma forte política de apoio ao desenvolvimento da agricultura, condição para combater o desemprego, a desertificação e o despovoamento e capaz de contribuir para dinamizar as economias locais e rurais”, vincou Jerónimo de Sousa esta segunda-feira, 8, em Beja, no discurso que abriu as Jornadas Parlamentares do PCP, que termina esta terça-feira na capital do Baixo Alentejo.
“Uma política de revitalização dos campos, concretizando uma Reforma Agrária que liquide a propriedade fundiária, ponha fim à cultura do subsídio sem correspondência com a produção e entregue a terra a quem a trabalhe a título de propriedade ou de posse, a pequenos agricultores e rendeiros, a cooperativas de trabalhadores rurais ou de pequenos agricultores”, acrescentou
Para o líder dos comunistas, a região necessita de uma “política alternativa” à actual política de direita, que seja “patriótica e de esquerda” e que “assuma o investimento público no desenvolvimento da agricultura e floresta como um investimento prioritário que garanta, entre outras, medidas de apoio à produção, dirigidas aos pequenos e médios agricultores, e a concretização de obras públicas, designadamente hidroagrícolas”.
Nesse sentido, Jerónimo pediu ao Governo “investimento, envolvimento e empenhamento” no “integral aproveitamento” do Alqueva através da “urgente elaboração de um Plano Estratégico para a Zona de Influência” do grande lago e “um conjunto de outras medidas visando o seu aproveitamento a favor das populações e da criação de emprego”, designadamente a criação de um banco de terras “que permita o acesso à terra regada a jovens agricultores, a trabalhadores e a pequenos agricultores com terra insuficiente”.
“O Alqueva pode e deve contribuir para reduzir o défice agro-alimentar português e a potenciação do valor das suas produções com uma política de apoio e incentivo à industrialização e transformação da produção agrícola, criando novas indústrias e novos postos de trabalho adicionais aos agrícolas”, vincou o secretário-geral do PCP.
Jerónimo de Sousa lembrou igualmente que o Alentejo “tem abundantes recursos naturais, designadamente de minerais de metais básicos como o cobre, o zinco, o estanho e o chumbo, entre outros”, argumentando que “tais riquezas ou estão por explorar” ou “estão a ser exploradas estão nas mãos do capital estrangeiro”.
As Jornadas Parlamentares do PCP em Beja chegam ao fim esta terça-feira, 9.

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Correio Alentejo

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